Cafu: jogador manifestou apoio ao presidente da Fifa (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 18h37.
Pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, Cafu manifestou apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e afirmou que a entidade aumentou a participação de jogadores e ex-jogadores nas decisões do futebol na última década.
Em publicação nas redes sociais, o ex-lateral-direito destacou a abertura de espaço para representantes do futebol em comitês, projetos e grupos de trabalho ligados à entidade.
Segundo Cafu, essa participação contribuiu para que as opiniões de atletas fossem consideradas na elaboração de iniciativas voltadas ao esporte.
“Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho. Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação”, escreveu.
Cafu também afirmou que o futebol tem potencial para transformar vidas e ampliar oportunidades em diferentes partes do mundo. “Estamos comprometidos em continuar levando essa esperança a elas”, disse.
O ex-jogador ainda declarou apoio à continuidade do trabalho desenvolvido pela Fifa na última década. “Continuaremos à disposição para apoiar a grande evolução que o nosso esporte vivenciou na última década, garantindo que ele continue alcançando e beneficiando pessoas em todos os países onde o futebol é praticado ao redor do globo”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio a polêmicas envolvendo a Fifa e seu presidente. Cafu mantém uma relação próxima com a entidade e integra o grupo Fifa Legends.
Veja o texto na íntegra, publicado via story do Instagram de Cafu:
"Ao longo dos últimos 10 anos, temos acompanhado o trabalho realizado pela FIFA e pelo presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores no futebol — algo que antes não existia. Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho.
Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação.
Sabemos como o futebol pode transformar vidas, melhorar sociedades e ampliar oportunidades para pessoas em todo o mundo, e estamos comprometidos em continuar levando essa esperança a elas.
Continuaremos à disposição para apoiar a grande evolução que o nosso esporte vivenciou na última década, garantindo que ele continue alcançando e beneficiando pessoas em todos os países onde o futebol é praticado ao redor do globo.
Cafu"
Na última terça-feira, 28, a Fifa apresentou o FIFA Forward Enterprise (FFE), uma associação comercial que, segundo a entidade, poderia captar até US$ 4,2 bilhões com base em uma avaliação de mercado de US$ 20 bilhões, administrando receitas ligadas à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes.
O plano previa um pagamento único de US$ 20 milhões a cada uma das 211 federações filiadas no início de 2027, além de elevar de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões o financiamento destinado a cada uma no ciclo 2027-2030.
A proposta, no entanto, esbarrou em um problema sensível. Entre os potenciais investidores estava o Thrive Eternal, fundo criado por Joshua Kushner, genro do presidente Donald Trump, que é próximo de Infantino e foi presença constante ao lado do cartola durante a Copa do Mundo deste ano.
Gianni Infantino é um advogado e dirigente esportivo suíço-italiano, atual presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol), cargo que ocupa desde fevereiro de 2016. Ele assumiu o comando da entidade máxima do futebol mundial após o escândalo de corrupção que derrubou seu antecessor, Sepp Blatter.
Formado em Direito, Infantino construiu grande parte de sua carreira nos bastidores do futebol europeu, onde se destacou como secretário-geral da UEFA entre 2009 e 2016 e ficou conhecido publicamente por comandar os sorteios de torneios como a Liga dos Campeões.