Seleção Brasileira: Amarelinha tentará o sexto título em 2026 (Mauro PIMENTEL / AFP)
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Publicado em 11 de junho de 2026 às 14h06.
A expectativa em torno da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 cresceu nos últimos meses. Ainda assim, mais da metade dos brasileiros acredita que o tão sonhado hexacampeonato seguirá distante. É o que aponta uma pesquisa nacional da Quaest divulgada nesta quinta-feira, 11, dia de estreia do torneio.
De acordo com o levantamento, 56% dos entrevistados afirmaram que o Brasil não conquistará o título mundial. Em contrapartida, 35% demonstraram confiança na conquista do hexa. Outros 9% disseram não saber ou preferiram não responder.
Embora o cenário continue marcado pelo ceticismo, a pesquisa mostra uma melhora significativa na percepção dos torcedores em comparação com a rodada realizada em abril.
Na ocasião, apenas 25% acreditavam na conquista da Copa do Mundo. Agora, esse percentual avançou para 35%, um crescimento de dez pontos percentuais.
Ao mesmo tempo, caiu o número de pessoas que descartam a possibilidade de título. Em abril, esse grupo representava 68% dos entrevistados. Atualmente, o índice está em 56%.
A esperança pelo hexacampeonato varia de acordo com a região do país. Os maiores índices de confiança aparecem no Nordeste, onde 41% acreditam na conquista brasileira, e no Centro-Oeste/Norte, com 40%.
Mesmo nessas regiões, porém, o grupo dos que não veem o Brasil levantando a taça segue maior, alcançando 49%.
No Sudeste, apenas 32% apostam no título, enquanto 60% acreditam que a equipe ficará sem a taça. Já no Sul, a confiança é ainda menor: 26% acreditam no hexa e 64% descartam essa possibilidade.
O levantamento também identificou diferenças relevantes entre as faixas de renda. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 39% acreditam na conquista do título e 51% não acreditam.
Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, o percentual dos otimistas cai para 35%, enquanto 57% demonstram descrença.
Já entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, apenas 32% apostam no hexa, contra 60% que não veem a Seleção como campeã.
Questionados sobre até onde a Seleção deve avançar na competição, o resultado mais citado foi justamente o título mundial, mencionado por 35% dos entrevistados.
Por outro lado, 23% acreditam que o Brasil repetirá o desempenho da Copa do Catar e será eliminado nas quartas de final.
Entre os jovens de 14 a 34 anos, o otimismo é mais elevado, com 44% acreditando no título. Entre os entrevistados de 35 a 59 anos, o índice cai para 31%. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, fica em 32%.
O técnico italiano Carlo Ancelotti viu sua popularidade crescer às vésperas do Mundial.
Segundo a Quaest, a aprovação do comandante passou de 41% em abril para 58% em junho. Já a desaprovação caiu pela metade, recuando de 29% para 14%. Outros 29% afirmaram não ter opinião ou preferiram não responder.
O Centro-Oeste/Norte registra o melhor índice de aprovação ao treinador, com 64%. Em seguida aparecem Nordeste (59%), Sudeste (57%) e Sul (52%).
Ancelotti assumiu a Seleção em maio de 2025 e, entre as duas pesquisas, comandou vitórias sobre Panamá e Egito.
Outro personagem que teve sua aprovação ampliada foi Neymar. A presença do camisa 10 na lista para a Copa do Mundo é aprovada por 53% dos brasileiros, enquanto 38% desaprovam sua convocação.
Quando a pergunta foi feita pela primeira vez, em outubro de 2023, os números eram mais equilibrados: 48% de aprovação e 39% de desaprovação.
Apesar de ter viajado com a delegação brasileira, Neymar segue em recuperação de uma lesão na panturrilha. A expectativa é que o atacante esteja disponível a partir da segunda partida da Seleção no torneio, diante do Haiti.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, em todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas presencialmente nos domicílios dos participantes.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.