Copa do Mundo: prêmio já foi dado a lendas como Maradona, Romário, Ronaldo e Zidane (Imagem gerada por IA/Exame)
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Publicado em 10 de junho de 2026 às 05h30.
A Copa do Mundo de 2026 não colocará apenas seleções em disputa pelo troféu mais cobiçado do futebol. Paralelamente à corrida pelo título, alguns dos principais jogadores do planeta entrarão em campo com a possibilidade de conquistar a Bola de Ouro da competição, prêmio concedido pela Fifa ao melhor atleta do torneio.
Historicamente, a honraria costuma coroar protagonistas de campanhas memoráveis. Não basta acumular gols ou boas atuações na fase de grupos. O vencedor normalmente combina números expressivos, influência decisiva nos momentos mais importantes e uma trajetória de peso no mata-mata.
Com o Mundial prestes a começar nos Estados Unidos, Canadá e México, alguns nomes despontam como candidatos naturais a ocupar o posto que, em 2022, pertenceu a Lionel Messi.
Entre os jogadores que chegam cercados de expectativa, poucos despertam tanta atenção quanto Lamine Yamal. Aos 18 anos, o espanhol já acumula experiências que muitos atletas levam uma carreira inteira para conquistar.
Destaque do Barcelona e peça fundamental da seleção espanhola, o atacante reúne características que costumam chamar a atenção dos observadores da Fifa: capacidade de decidir partidas, participação constante nas ações ofensivas e protagonismo em grandes confrontos.
Caso a Espanha confirme seu status de candidata ao título, o jovem pode transformar o Mundial em sua consagração internacional definitiva.
Após anos sendo decisivo na Liga dos Campeões, Vinícius Júnior chega ao torneio como principal referência técnica da seleção brasileira.
O atacante viveu momentos de protagonismo no futebol europeu e terá a missão de liderar uma geração que busca recolocar o Brasil no topo do mundo.
Sua velocidade, habilidade em situações individuais e capacidade de decidir em jogos eliminatórios o colocam naturalmente entre os postulantes ao prêmio individual.
Para muitos analistas, uma campanha brasileira até as fases finais da Copa aumentaria significativamente as chances de Vini Jr. terminar a competição como melhor jogador.
A seleção francesa possui talvez o elenco mais completo da competição e apresenta dois nomes frequentemente citados entre os possíveis vencedores da Bola de Ouro.
Kylian Mbappé continua sendo a principal referência. Campeão mundial em 2018 e destaque absoluto em 2022, o atacante chega mais experiente e em plena maturidade técnica. Sua capacidade de desequilibrar confrontos em alta velocidade faz dele um dos jogadores mais temidos do torneio.
Ao seu lado, Michael Olise surge como uma das grandes novidades do futebol europeu nos últimos anos. Com criatividade, visão de jogo e números impressionantes de participações em gols, o meia-atacante pode se beneficiar do protagonismo de uma França apontada entre as favoritas ao título.
Poucos jogadores mantiveram um nível tão alto por tanto tempo quanto Harry Kane. O capitão inglês chega ao Mundial após temporadas consistentes no Bayern de Munique e continua sendo a principal referência ofensiva de sua seleção.
Além dos gols, Kane se destaca pela capacidade de construção das jogadas, funcionando muitas vezes como articulador e finalizador ao mesmo tempo.
Se a Inglaterra finalmente conseguir converter seu potencial em uma campanha vitoriosa, o camisa 9 estará entre os candidatos à premiação.
Embora não seja apontado como favorito absoluto desta vez, Lionel Messi segue presente em qualquer discussão sobre os grandes nomes da Copa do Mundo.
O argentino já ocupa um espaço único na história da premiação. Nenhum outro atleta conquistou duas vezes a Bola de Ouro do Mundial. O camisa 10 recebeu o reconhecimento após a campanha da Argentina em 2014 e repetiu o feito durante a conquista do título no Catar, em 2022.
Agora, às vésperas do que pode ser sua despedida definitiva do torneio, a possibilidade de mais uma campanha marcante mantém seu nome entre os jogadores observados com atenção.
Conquistar a Bola de Ouro da Copa do Mundo significa entrar para uma galeria restrita de lendas do esporte. Ao longo das décadas, o prêmio já foi entregue a nomes como Diego Maradona, Romário, Ronaldo Nazário, Zinedine Zidane e Lionel Messi.
Em uma edição que contará com número recorde de partidas e exigirá enorme resistência física dos participantes, a disputa pelo prêmio individual promete ser tão acirrada quanto a luta pelo título mundial.