George Russell posa ao lado de troféu do GP de Baku (Igor Ivanko/AFP)
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Publicado em 28 de setembro de 2026 às 19h21.
O GP de Baku, no Azerbaijão, fez justiça a George Russell, que, com sua Mercedes, executou durante todo o fim de semana um trabalho consistente e conquistou um resultado que devolve confiança ao britânico como postulante ao campeonato.
Por mais que esteja distante de seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, Russell mostrou mais uma vez sua capacidade de guiar e, principalmente, de aproveitar as oportunidades que uma corrida imprevisível como Baku oferece.
O pódio, completado por Max Verstappen em segundo lugar e Hadjar em terceiro, também confirmou a força demonstrada pela Red Bull ao longo dos três dias de atividades no Azerbaijão. O desempenho nos treinos acabou se refletindo no resultado final.
Safety cars mudaram a corrida
O GP de Baku teve vários momentos interessantes. Por duas vezes, a entrada do safety car provocou mudanças expressivas nas posições e nas estratégias das equipes.
Um dos episódios mais importantes foi o acidente envolvendo Franco Colapinto, que também comprometeu a corrida de Pierre Gasly, seu companheiro na Alpine.
A situação prejudicou ainda Lando Norris, que tinha a ambição de ganhar posições importantes na disputa do campeonato. A McLaren chegou ao fim de semana cercada de expectativas, mas não conseguiu transformar todo o seu potencial no resultado esperado.
Baku voltou, portanto, a entregar aquilo que historicamente caracteriza essa corrida: imprevisibilidade. Safety cars, acidentes e mudanças estratégicas fizeram com que posições aparentemente consolidadas fossem alteradas durante o GP.
Ferrari: a grande surpresa negativa
A Ferrari foi a grande surpresa negativa do fim de semana.
As características do circuito indicavam que a equipe italiana poderia colocar pelo menos um de seus carros entre os três primeiros. Isso não aconteceu.
Charles Leclerc terminou em quarto lugar, enquanto Lewis Hamilton foi o sexto, um resultado abaixo da expectativa criada antes da corrida.
Para uma equipe que busca se manter entre as protagonistas da temporada, foi uma oportunidade desperdiçada.
Russell recupera confiança
Para George Russell, porém, Baku pode representar muito mais do que uma vitória.
O resultado recupera sua confiança em um momento importante do campeonato e reforça internamente a percepção de que continua tendo capacidade para disputar corridas no mais alto nível.
Em uma temporada na qual Kimi Antonelli vem ocupando enorme espaço dentro e fora das pistas, Russell precisava de uma atuação como essa.
E conseguiu.
Não apenas pela vitória, mas pela forma como conduziu todo o fim de semana.
Próxima parada: Malásia
Agora, a Fórmula 1 segue para a próxima etapa, que será realizada na Malásia, em Sepang, em razão das alterações provocadas no calendário pelos conflitos no Oriente Médio.
Ao contrário de Baku, Sepang é um circuito permanente, extremamente técnico e rápido, com características que favorecem diferentes possibilidades de ultrapassagem.
O traçado combina retas longas, curvas velozes e freadas fortes, exigindo dos pilotos precisão, resistência e disposição para atacar. Essas características devem proporcionar uma disputa bastante diferente da vista no Azerbaijão.
O circuito de Sepang foi projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, um dos principais responsáveis pelo desenho dos autódromos da geração moderna da Fórmula 1. A pista malaia abriu as portas para uma nova era de circuitos internacionais, combinando longas retas, curvas de alta velocidade, fortes pontos de frenagem e diferentes possibilidades de ultrapassagem.
Depois de um fim de semana marcado pela imprevisibilidade em Baku, a Fórmula 1 chega à Malásia com o campeonato ainda mais aberto e a expectativa de uma nova batalha entre os principais candidatos ao título.