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Repórter
Publicado em 14 de julho de 2026 às 06h42.
O árbitro salvadorenho Iván Barton foi escalado pela Fifa para comandar a semifinal da Copa do Mundo entre Espanha e França, marcada para terça-feira, 15, em Arlington, no Texas. O nome do juiz ganhou destaque durante a fase de grupos da competição, quando aplicou pela primeira vez a chamada “Lei Vini Jr.” ao expulsar o paraguaio Miguel Almirón em uma partida contra a Turquia.
Aos 35 anos, Barton integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2018 e traz no currículo participações em competições de peso, incluindo a Copa do Mundo de 2022. Nesta edição do torneio, ele já trabalhou em três partidas, sendo a mais recente o confronto das oitavas de final entre Colômbia e Suíça, vencido pelos suíços nos pênaltis.
Com ampla experiência no cenário da CONCACAF, o salvadorenho também esteve à frente de decisões importantes da Copa dos Campeões da região.
O episódio que projetou Barton ocorreu em 21 de junho, durante o duelo entre Turquia e Paraguai pela fase de grupos. Após uma falta sofrida por Isidro Pita, teve início uma confusão entre jogadores das duas equipes. No meio da discussão, Miguel Almirón foi visto conversando com um adversário enquanto cobria a boca.
A atitude chamou a atenção de um jogador turco, que comunicou o lance à arbitragem. Após ser alertado pelo VAR, Barton revisou as imagens e decidiu expulsar o atleta paraguaio aos 48 minutos do primeiro tempo.
A nova determinação da Fifa prevê cartão vermelho para jogadores que utilizarem a mão, o braço ou a camisa para cobrir a boca durante discussões em campo, prática que dificulta a identificação de possíveis insultos ou manifestações discriminatórias.
A mudança foi oficializada pela International Football Association Board (IFAB) em abril, como parte de um conjunto de medidas para o combate de ofensas discriminatórias dentro das quatro linhas.
A regra ganhou o apelido de “Lei Vini Jr.” após um episódio envolvendo o brasileiro Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni, então jogador do Benfica, durante uma partida da Champions League. Na ocasião, Vini acusou o adversário de proferir insultos racistas após um gol marcado pelo Real Madrid, enquanto imagens mostravam Prestianni cobrindo a boca durante a conversa.
O caso levou a Uefa a suspender preventivamente o atleta argentino e acelerou as discussões sobre mecanismos que permitissem maior transparência na comunicação entre jogadores durante partidas oficiais. Desde então, a Fifa incorporou a nova orientação ao regulamento de suas competições.