Esporte

Árbitro de Brasil x Noruega já deu cartão 'envergonhado' e quase se aposentou por lesão

Nesta Copa do Mundo, o americano apitou o empate por 2 a 2 entre Holanda e Japão e a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre o Uruguai

Elfath esteve ainda entre os pioneiros na implementação do árbitro de vídeo (AFP)

Elfath esteve ainda entre os pioneiros na implementação do árbitro de vídeo (AFP)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 5 de julho de 2026 às 16h58.

Última atualização em 5 de julho de 2026 às 17h01.

Escalado para apitar o confronto entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Ismail Elfath, de 44 anos, é um dos árbitros mais experientes da Concacaf.

Representante dos Estados Unidos, embora tenha nascido em Casablanca, no Marrocos, ele disputa seu segundo Mundial e chega ao mata-mata após atuar em duas partidas da atual edição do torneio.

Elfath mudou-se para os Estados Unidos aos 18 anos, depois de ser selecionado pelo programa americano de vistos de diversidade. Estabelecido em Austin, no Texas, formou-se em engenharia mecânica e iniciou sua trajetória na arbitragem apitando jogos de categorias de base enquanto cursava a universidade. Paralelamente, desenvolveu carreira no setor de tecnologia.

Ascensão gradual no futebol

A ascensão no futebol foi gradual. Ele estreou como árbitro principal da Major League Soccer (MLS) em 2012 e passou a integrar o quadro internacional da Fifa em 2016. Ao longo da carreira, foi eleito duas vezes o melhor árbitro da liga norte-americana, comandou a final do Mundial Sub-20 de 2019, participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio e trabalhou em três jogos da Copa do Mundo de 2022. No Catar, também integrou a equipe da decisão entre Argentina e França como quarto árbitro.

Elfath esteve ainda entre os pioneiros na implementação do árbitro de vídeo. Em 2016, participou da primeira revisão de VAR realizada à beira do campo durante os testes da tecnologia.

O brasileiro já conhece o árbitro de um episódio marcante. Elfath comandou a derrota da seleção por 1 a 0 para Camarões na fase de grupos da Copa de 2022. Na ocasião, após marcar o gol da vitória nos acréscimos, Vincent Aboubakar tirou a camisa na comemoração e recebeu o segundo cartão amarelo. Antes de aplicar a expulsão, o árbitro sorriu, cumprimentou o atacante camaronês e demonstrou constrangimento por precisar cumprir a regra, cena que ganhou repercussão internacional.

A presença do árbitro na Copa de 2026 representa também uma recuperação pessoal. Durante a Copa América de 2024, Elfath sofreu uma grave lesão no joelho, passou por duas cirurgias e permaneceu 13 meses afastado dos gramados. No período, chegou a cogitar encerrar a carreira. Para retornar ao quadro da Fifa, precisou refazer testes físicos e passou a ter acompanhamento detalhado de métricas como treinamentos, recuperação muscular e qualidade do sono.

Nesta Copa do Mundo, o americano apitou o empate por 2 a 2 entre Holanda e Japão e a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre o Uruguai. A segunda atuação gerou críticas de parte da imprensa espanhola, que avaliou que o árbitro demorou a controlar a intensidade física do confronto, encerrado com jogadores lesionados e a expulsão de Canobbio nos acréscimos.

Apesar das críticas recentes, a escalação para Brasil x Noruega reforça o prestígio de Elfath junto à Fifa. Menos de dois anos após uma lesão que quase interrompeu sua trajetória no futebol, o árbitro foi escolhido para comandar uma das partidas decisivas das oitavas de final do Mundial.

Acompanhe tudo sobre:Copa do Mundo

Mais de Esporte

França x Espanha: veja o horário e a data da partida da semifinal da Copa

VNL 2026: veja os jogos de vôlei feminino deste sábado, 11

Espanha vence Bélgica e enfrentará a França na semifinal da Copa do Mundo

SAF do Juventus apresenta projeto da Arena Javari e anuncia revitalização do estádio