A interminável ginasta uzbeque Oksana Chusovitina em competição internacional. (Foto: Reprodução) (Reprodução)
Redator na Exame
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 14h40.
RESUMO | Trinta e dois anos após sua primeira aparição nos Jogos Asiáticos, a veterana ginasta uzbeque Oksana Chusovitina garantiu a classificação para a final da prova de salto na competição continental, alcançando o feito histórico aos 51 anos de idade.
Uma das lendas da ginástica artística mundial continua desafiando o tempo e as leis da física. Aos 51 anos, a uzbeque Oksana Chusovitina escreveu mais um capítulo em sua carreira ao se classificar para a final da prova de salto dos Jogos Asiáticos, exatos 32 anos após ter feito sua estreia na competição continental. Disputando sua sétima edição do torneio, a interminável atleta avançou à decisão na quarta colocação geral, obtendo uma nota de 13.266 em uma qualificação liderada pela sul-coreana Yeo Seojeong (14.466).
Dona de uma galeria impressionante que inclui onze medalhas mundiais, oito pódios em Jogos Asiáticos e duas medalhas olímpicas, Chusovitina demonstrou que ainda tem lenha para queimar e deixou claro que não pensa em pendurar os collants tão cedo. Ao ser questionada sobre os seus próximos passos na carreira, a ginasta revelou o desejo de continuar competindo no mais alto nível: “Vou tentar me classificar. É esporte, é ginástica. Se for possível, tentarei competir em Los Angeles”, afirmou, apontando diretamente para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O que move Oksana Chusovitina após mais de três décadas na elite da ginástica mundial não é apenas a busca por marcas históricas, mas sim uma redescoberta emocional do esporte. A veterana confessou que, atualmente, consegue desfrutar das competições com uma leveza inédita em sua trajetória profissional:
“Por fim, depois de tantos anos, começo a sentir emoções positivas e prazer graças à ginástica”, celebrou. “Agora sinto mais prazer e emoção. Simplesmente desfruto da competição... Se o que faço pode inspirar outros, isso também me faz feliz. Fazer o que quero é muito importante para mim”, disse a ginasta.
Nascida em Bukhara, no Uzbequistão, em 19 de junho de 1975, Oksana Chusovitina é reconhecida como um dos maiores fenômenos da história do esporte mundial. Sua trajetória na ginástica artística de elite estende-se por mais de três décadas. Chusovitina detém o recorde absoluto de participações em Jogos Olímpicos, tendo competido em oito edições consecutivas (de Barcelona 1992 a Tóquio 2020), representando três bandeiras diferentes ao longo da carreira: a Equipe Unificada, a Alemanha e o Uzbequistão.
A história da ginasta também é marcada por uma profunda demonstração de resiliência e amor materno. Em 2002, seu filho Alisher foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda. Para custear o tratamento médico avançado na Alemanha, Chusovitina e sua família mudaram-se para Colônia, onde ela passou a treinar com a equipe alemã e a competir internacionalmente pelo país europeu — conquista que incluiu a medalha de prata na prova de solo/salto nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Após a recuperação bem-sucedida do filho, ela retornou oficialmente a defender as cores de sua terra natal, o Uzbequistão.
Reconhecida internacionalmente com a entrada no International Gymnastics Hall of Fame em 2017, ela é dona de cinco elementos ginásticos oficiais batizados com seu sobrenome no Código de Pontos da Federação Internacional de Ginástica (FIG).
A ginasta uzbeque de 51 anos classificou-se para a final da prova de salto nos Jogos Asiáticos.
Trinta e dois anos após sua estreia na competição, Chusovitina já acumula sete participações nos Jogos Asiáticos.
Ela possui uma vasta coleção de conquistas, incluindo onze medalhas em Campeonatos Mundiais, duas medalhas olímpicas e oito pódios em Jogos Asiáticos.
Chusovitina revelou que tem o sonho e a intenção de tentar a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Ela avançou à final na quarta colocação com a nota de 13.266.