Urgência climática: governo francês se une à ONU e Banco Mundial para discutir novas diretrizes globais

Líderes mundiais e representantes de empresas e instituições financeiras falam sobre desmatamento e incentivo à bioeconomia em evento em Paris
Emmanuel Macron: presidente francês se une às Nações Unidas e Banco Mundial para promover evento sobre desenvolvimento sustentável (Koji Sasahara/Pool/Reuters)
Emmanuel Macron: presidente francês se une às Nações Unidas e Banco Mundial para promover evento sobre desenvolvimento sustentável (Koji Sasahara/Pool/Reuters)
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Maria Clara DiasPublicado em 11/01/2021 às 06:00.

Nesta segunda-feira, 11, o governo francês promove o One Planet Summit for Biodiversity (OPS), evento que irá discutir o impacto da economia global na biodiversidade do planeta. O evento, que acontece em Paris, será oferecido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial e reunirá chefes de estado, representantes de ONGs, líderes empresariais e instituições financeiras. O encontro será transmitido online.

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O OPS vai também discutir alternativas de fomento à bioeconomia, preservação marinha, financiamento para projetos climáticos e combate ao desmatamento. De acordo com a organização do evento, o principal objetivo da cúpula é estabelecer novos padrões de comprometimento de países com a proteção da natureza e definir uma prévia de um possível acordo a ser firmado na próxima Conferência das Nações Unidas pelo Clima (COP15), que acontecerá na cidade chinesa de Kunming, em maio.

França e sustentabilidade

O tema vem em boa hora e faz parte dos esforços do presidente francês Emmanuel Macron em promover a agenda sustentável e assumir a liderança ESG na Europa. Atualmente, a Alemanha tem a dianteira no assunto, liderando ações de desenvolvimento sustentável e propostas de reduções das emissões de carbono.

Ainda em 2019, Macron já havia direcionado críticas ao Brasil pelas intensas queimadas e pelo crescente dematamento ilegal na Amazônia. Na ocasião, a França se uniu a uma extensa lista de países da União Europeia que decidiram rever a ratificação do acordo do Mercosul, cobrando uma postura mais diligente do governo Bolsonaro a respeito dos danos ambientais no bioma. Além disso, o presidente também havia prometido uma mobilização do G7 para o combate às queimadas.

Representantes partidários do governo de Macron também já expressaram preocupações sobre o comprometimento do Brasil na tomada de medidas práticas para atingir os objetivos assumidos no Acordo de Paris.

 

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