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Localizado no km 18,5 da Rodovia Raposo Tavares, o Reserva Raposo foi concebido para ir além do modelo tradicional de conjuntos habitacionais (Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 11h43.
Última atualização em 5 de fevereiro de 2026 às 11h46.
Um empreendimento de habitação social localizado na zona oeste de São Paulo colocou o Brasil no radar do principal debate global sobre cidades inclusivas.
O Reserva Raposo, do Grupo RZK, é finalista do MIPIM Awards 2026, uma das mais importantes premiações do setor imobiliário internacional, realizada anualmente em Cannes, na França.
O projeto disputa a categoria Best New Mega Development, voltada a grandes intervenções urbanas, ao lado de outros três empreendimentos escolhidos entre 230 projetos inscritos de 47 países. O vencedor será anunciado no dia 12 de março, durante cerimônia oficial do evento.
Reconhecido por critérios que incluem inovação, sustentabilidade, impacto social e governança (ESG), o MIPIM Awards avalia projetos que redefinem a forma de pensar o desenvolvimento urbano.
A presença de um empreendimento de habitação de interesse social entre os finalistas é considerada atípica em um prêmio tradicionalmente dominado por grandes projetos corporativos e de alto padrão.
Localizado no km 18,5 da Rodovia Raposo Tavares, o Reserva Raposo foi concebido para ir além do modelo tradicional de conjuntos habitacionais.
Com 450 mil m² de terreno e cerca de 1 milhão de m² de área construída, o projeto prevê a entrega de 22 mil moradias até 2030, distribuídas em 150 torres, com capacidade para 80 mil moradores.
O investimento total ultrapassa US$ 1 bilhão, viabilizado por meio de uma parceria público-privada que envolve os governos municipal e estadual — um arranjo ainda pouco comum em iniciativas dessa escala no Brasil.
“O desafio da habitação social não é apenas construir moradias, mas criar cidade”, afirma José Ricardo Lemos Rezek, presidente do Grupo RZK. “É preciso integrar gestão, serviços públicos, infraestrutura e políticas sociais para gerar pertencimento e transformação social.”
Inspirado em princípios do Novo Urbanismo e no conceito de cidades inteligentes, o bairro foi planejado para concentrar moradia, trabalho, educação, saúde, comércio e lazer em um mesmo território, reduzindo deslocamentos longos e custos para os moradores.
Além das moradias, o projeto tem atuado como um vetor de infraestrutura urbana para a região. Foram implantados 10 quilômetros de coletores-tronco de esgoto, 4 quilômetros de novas adutoras de água e um reservatório elevado, ampliando o acesso ao saneamento básico também no entorno do empreendimento.
Na mobilidade, o bairro contará com um terminal de ônibus, integração futura com centro comercial, 3 quilômetros de ciclovias e já opera uma linha direta até a estação Vila Sônia do Metrô, na zona oeste da capital.
“A habitação social precisa estar integrada a uma lógica urbana mais ampla, que conecte as pessoas a oportunidades”, diz Verena Balas, diretora da RZK Empreendimentos.
“O modelo adotado aqui reconhece a trajetória dessas famílias e oferece um ambiente estruturado, com presença ativa do poder público.”
O Reserva Raposo preserva mais de 85 mil m² de áreas verdes e incorpora soluções ambientais como parques públicos, avenidas arborizadas, jardins de chuva, gestão distrital de resíduos e sistemas construtivos de longa durabilidade, que reduzem desperdícios e custos de manutenção.
A arquitetura prioriza térreos ativos, ruas amplas, fachadas variadas e controle da relação entre altura dos edifícios e largura das vias. As quadras mantêm 30% de área permeável, o que contribui para drenagem urbana e conforto térmico, reduzindo a sensação de adensamento.
Até agora, o empreendimento já entregou 4.490 unidades habitacionais, tem 7.332 em construção e abriga cerca de 25 mil moradores.
Os conjuntos contam com áreas comuns completas e equipamentos públicos entregues totalmente equipados, incluindo duas Unidades Básicas de Saúde, seis Centros de Educação Infantil, um CEMEI, biblioteca, auditório, centro para idosos, centro ecumênico e uma arena esportiva.
A gestão social é feita por meio de uma Associação de Moradores, que oferece cursos gratuitos de capacitação profissional, educação de jovens e adultos (EJA), atividades culturais, esportivas e programas voltados à inclusão e cidadania.
“O bairro só funciona quando as pessoas se sentem parte dele”, afirma Verena Balas. “Quando moradia, educação, saúde e trabalho estão próximos, cria-se um ambiente que gera mobilidade social e autonomia", completou.