Por que a Arcos Dorados está inaugurando usinas solares com a EDP

Com investimento de R$ 28,3 milhões, três usinas solares atenderão a demanda de energia de parte dos restaurantes e quiosques do McDonald's; entenda a estratégia na parceria
Restaurante do McDonald's em São Paulo (McDonald's/Divulgação)
Restaurante do McDonald's em São Paulo (McDonald's/Divulgação)
M
Marina FilippePublicado em 09/07/2022 às 08:00.

A Arcos Dorados, franquia responsável pela operação do McDonald’s na América Latina e Caribe, e a empresa de energia EDP acabam de inaugurar três usinas solares – uma em Cotia (SP) e duas em Rio Paranaíba (MG). Com investimento de R$ 28,3 milhões aportado pela EDP, os empreendimentos têm capacidade anual de geração de 11.726 MWh/ano e atenderão exclusivamente a demanda de energia de 28 restaurantes da rede e de sete quiosques de sobremesa, por meio de um contrato com duração de 12 anos com a Arcos Dorados.

Além disso, o volume de energia gerado pelas usinas receberá em sua totalidade a certificação I-REC (International REC Standard), sistema global pelo qual organizações podem comprovar que a energia que consomem é proveniente de fontes renováveis.

Receba gratuitamente a newsletter da EXAME sobre ESG. Inscreva-se aqui

O investimento em usinas solares é um dos caminhos da estratégia de diversificação da matriz energética da Arcos Dorados, que busca atingir altos níveis de eficiência e possui um foco especial em energia limpa. "Com a inauguração dessas usinas, estimamos que 53% da energia consumida pelos nossos restaurantes próprios são provenientes de fontes limpas e certificadas através dos documentos I-REC. Essa representatividade contribuiu para o resultado da Arcos Dorados como um todo, que triplicou o uso de energias renováveis, passando de 4% em 2020 para quase 12% em 2021, em toda a América Latina e Caribe. Esses movimentos têm um impacto muito importante e contribuem para que a empresa consiga alcançar a meta de reduzir em 36% a emissão de gases de efeito estufa de sua operação própria até 2030", afirmou a empresa à EXAME por meio de nota.

As plantas ocupam uma área de 18,5 hectares e evitarão a emissão de 725 toneladas de CO2 anualmente – o equivalente ao plantio de 4.495 árvores. Os 16.240 painéis fotovoltaicos contam com tecnologia de tracking, na qual os módulos se movem de acordo com as mudanças no ângulo dos raios solares para um maior aproveitamento da irradiação.

O uso de usinas solares integra uma série de iniciativas para abastecimento dos restaurantes da Arcos Dorados por fontes renováveis, reforçando o compromisso da rede com a sustentabilidade e com o meio ambiente.

“Acreditamos que uma das principais vantagens da energia solar para o meio ambiente é que ela utiliza matéria prima orgânica originada da natureza, ou seja, busca energia elétrica por meio da luz do sol, além de emitir menos gases de efeito estufa. Nos associar à EDP, uma das maiores empresas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor, só reforça o compromisso sustentável”, afirma Gabriel Serber, Vice-presidente de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados.

As iniciativas de eficiência energética também contribuem para a empresa alcançar as metas estabelecidas na Receita do Futuro, a estratégia de atuação ESG da companhia, como a redução de 36% de emissões de gases de efeito estufa de sua operação direta, além de 31% das emissões de toda sua cadeia, até 2030.

Esses objetivos estão vinculados ao primeiro Sustainability Linked Bond emitido pela empresa em abril deste ano, um movimento que reforça seus compromissos e a torna a primeira do setor a associar um instrumento financeiro com objetivos ambientais.

“Sabemos que temos o dever de utilizar nossa representatividade para promover mudanças em busca de um mundo melhor para todos, e estamos comprometidos cada vez mais a conduzir uma gestão sustentável do negócio. O objetivo é expandir cada vez mais iniciativas como estas", diz Gabriel.

“A escolha da EDP para o desenvolvimento das usinas solares que abastecerão os restaurantes McDonald’s evidencia a credibilidade conquistada pela Companhia na oferta de soluções que, além de contribuir para o controle das Mudanças Climáticas, proporcionam maior eficiência e economia para os nossos clientes”, diz João Marques da Cruz, CEO da EDP no Brasil. 

Energia solar

A geração solar está entre os eixos estratégicos para o crescimento da EDP no Brasil até 2025, quando a Companhia pretende atingir a marca de 1 GWp em capacidade instalada nessa modalidade. Com as plantas desenvolvidas para a Arcos Dorados, o portfólio de energia solar contratada da Companhia no País chega a 241,4 MWp, sendo 104,2 MWp de contratos em geração distribuída, e 137,2 MWp em geração centralizada.

De acordo com a Absolar, em 2021 o Brasil ultrapassou a marca de 13 gigawatts (GW) de potência instalada na fonte solar fotovoltaica, sendo 4,6 GW em geração centralizada e 8,4 GW na geração distribuída. Desde 2012, já foram investidos mais de R$ 66,3 bilhões no segmento, que gerou 390 mil empregos e arrecadação de R$ 17,1 bilhões em tributos. De lá para cá, a utilização da energia solar evitou a emissão de mais de 14,7 milhões de toneladas de CO2.