Pioneira do agronegócio no Ibovespa, a SLC investe na integração lavoura-pecuária-floresta

Para a companhia, a sustentabilidade no campo é maior do que a agenda ESG
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Rodrigo CaetanoPublicado em 23/06/2022 às 20:00.

Nenhuma empresa no Brasil detém mais terras produtivas do que a SLC Agrícola. A produtora de soja, algodão e milho, entre outras commodities, foi a primeira do setor a abrir o capital na bolsa de valores, decisão que foi acompanhada da construção de uma estratégia de sustentabilidade, “que é maior do que a agenda ESG”, segundo Álvaro Dilli, diretor de RH e ESG da SLC. “Sempre fez parte do negócio.” Em maio deste ano, a companhia entrou para o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. É a primeira vez que uma empresa do agronegócio entra no índice.

Há uma relação intrínseca entre a SLC e a sustentabilidade, segundo Dilli. Afinal, o agronegócio, de maneira geral, está intimamente ligado ao meio ambiente. Para uma trading de commodities, as mudanças climáticas, por exemplo, são um risco imediato e palpável. O desmatamento é outro problema que afeta diretamente os negócios da SLC. A companhia não produz em áreas desmatadas desde 2009. Ao mesmo tempo, adotar uma agricultura sustentável, que não agrida o solo e que respeite os ecossistemas, é uma forma de aumentar a eficiência da operação.

A empresa investe, por exemplo, no sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que reúne múltiplas culturas na mesma área. Isso aumenta a produtividade e melhora a qualidade do solo, além de reduzir as emissões de carbono. “É possível acumular mais carbono do que emitir com o ILPF”, afirma Dilli. A tendência, diz ele, é a digitalização da agricultura. Hoje, é possível pulverizar apenas pequenas áreas que precisam de fertilizantes, por exemplo, diminuindo em 90% a aplicação.

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