ESG

Apoio:

logo_suvinil_500x252
Logo TIM__313x500
logo_unipar_500x313
logo_espro_500x313
logo_engie_500X252

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Organizações querem triplicar a capacidade de energia renovável até 2030

Coalizão de mais de 250 organizações mundo afora apoia o desenvolvimento da energia renovável para alcançar metas de descarbonização

Energia renovável: coalizão que representa 12 bilhões de dólares quer triplicar a capacidade de energia renovável para 11 mil GW até 2030

Energia renovável: coalizão que representa 12 bilhões de dólares quer triplicar a capacidade de energia renovável para 11 mil GW até 2030

Fernanda Bastos
Fernanda Bastos

Repórter de ESG

Publicado em 19 de setembro de 2023 às 16h51.

Última atualização em 20 de setembro de 2023 às 12h10.

Uma coligação de mais de 250 organizações – que representa mais de 12 bilhões de dólares, equivalente ao PIB do Japão, Índia e Alemanha combinados – publicou nesta última segunda-feira, 18, uma carta aberta com a ambição de triplicar a capacidade de energia renovável para 11 mil GW (Gigawatt) até 2030. A expectativa é que os detalhes sejam acordados durante a COP28, em Dubai. A aliança é formada por compradores, produtores, organizações governamentais e membros da sociedade civil, sendo que metade dos signatários estão nas regiões da Ásia, África e América Latina.

“Uma mudança radical no crescimento das energias renováveis, combinada com um aumento na eficiência energética nesta década, será a forma mais rápida e mais económica de descarbonizar a economia global. Este é um dos compromissos mais importantes que a comunidade global pode assumir para garantir um futuro habitável a todos”, diz o documento. 

O acordo vem em momento ímpar, quando as preocupações mundiais estão voltadas para manter o aumento da temperatura terrestre em até 1,5ºC. Segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável da WETO (do inglês, World Energy Transitions Outlook), é preciso uma “correção imediata” ainda nesta década para limitar o aquecimento global. Para a organização, pensar em saídas sustentáveis para o setor de energia renovável é essencial para o contexto.

“No contexto da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e da Ambição Climática, o enorme apoio a um ambicioso objetivo de energia renovável é motivo de optimismo. Faltando menos de três meses para o início das negociações climáticas da COP28, vemos que o mundo está pronto para o que o secretário-geral da ONU chamou de ‘salto na ação climática’”, afirmou Bruce Douglas, CEO da Global Renewables Alliance, uma das empresas participantes da coalizão.

EXAME abre vagas para workshop prático de ESG com 85% de desconto; veja como participar

Mas seriam necessários cerca de 4 bilhões de dólares em investimentos anuais em tecnologia para a implementação de inovação nas frentes de energia eólica, solar, geotérmica e outras fontes renováveis. A ação vem em consonância com o objetivo de potencialização do mercado de hidrogênio verde e de armazenamento energético. 

Os principais signatários da carta incluem os membros da presidência da COP28, o Global Renewables Alliance, IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável), The Nature Conservancy, o Climate Group, American Clean Power, RE100, REN21 e empresas como Amazon, Apple, Google e Unilever.  

“O argumento comercial das energias renováveis nunca foi tão forte. Mas temos de ultrapassar urgentemente as barreiras sistêmicas em termos de infraestrutura, política e capacidades institucionais para construir um novo sistema energético que funcione com energias renováveis”, disse Francesco La Camera, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável. 

Veja também: 

Acompanhe tudo sobre:Meio ambienteCOP28SustentabilidadeEnergia renovávelExame na Assembleia Geral

Mais de ESG

Indústria eólica dos EUA busca aprendizes sem medo para atender crescimento do setor

Como R$ 60 bilhões em investimentos em transmissão ajudam na transição energética do Brasil

Vivo amplia investimento em equidade racial com apoio a festival

Queimadas: alta de 54% antecipa período crítico, alerta pesquisa

Mais na Exame