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Na Porto, programas aceleram carreiras de mulheres, pessoas negras e transsexuais

Mais da metade das mulheres na empresa já passaram pela Lidera, programa de planejamento profissional, que também atua para garantir a diversidade na liderança

Além de focar em mulheres, negros e transexuais, a empresa também incentivou os gestores a considerar esses aspectos ao avaliar equipes e planejar carreiras internamente (Porto/Divulgação)

Além de focar em mulheres, negros e transexuais, a empresa também incentivou os gestores a considerar esses aspectos ao avaliar equipes e planejar carreiras internamente (Porto/Divulgação)

Paula Pacheco
Paula Pacheco

Jornalista

Publicado em 18 de junho de 2024 às 07h00.

Última atualização em 18 de junho de 2024 às 11h02.

A Porto, holding que tem entre os serviços financeiros entre suas áreas de negócios, em sua estratégia busca posicionar as pessoas no centro do negócio. A decisão de valorizar os indivíduos não se limita à esfera externa. Além das ações ambientais que favorecem o crescimento da economia circular, a empresa tem implementado um olhar cada vez mais detalhado em relação a seus colaboradores e a como eles podem contribuir para um negócio plural e sustentável.

Segundo Anderson Valadares, superintendente de Gente e Cultura da Porto, a diversidade, a equidade e a inclusão foram os destaques de 2023. No ano passado, foi lançada a primeira turma da iniciativa Lidera, que aborda temas relacionados ao planejamento de carreira para mulheres. Das 7.300 mulheres empregadas na empresa, 3.800 participaram do programa, com oito encontros ao longo do ano.

O Lidera começou a apresentar resultados positivos. Em 2024, o programa foi expandido com uma versão específica para mulheres na liderança e criou uma demanda. Neste ano, a Porto lançou o programa Afrohorizontes, voltado para o desenvolvimento de colaboradores negros, contemplando homens e mulheres. “Passamos por um processo de mudança cultural na prática, abrangendo comportamentos e culturas”, destaca o superintendente.

As iniciativas e seus impactos funcionam como um marcador, expandindo-se para os diferentes públicos internos, visando proporcionar igualdade de oportunidades e direcionamento compartilhado. Faz parte dessa cultura o suporte aos colaboradores transexuais, que têm acesso a bolsas integrais para estudos e despesas para regularização documental cobertas integralmente pela empresa. Além disso, a Porto implementou banheiros transgêneros.

Além de focar em mulheres, negros e transexuais, a empresa também incentivou os gestores a considerar esses aspectos ao avaliar equipes e planejar carreiras internamente. A liderança é parte crucial na “jornada da descoberta”. Isso foi viabilizado ao compreender que, ao atuar no desenvolvimento interno, é necessário chegar aos processos organizacionais. A preocupação em criar um ambiente diversificado ultrapassou os programas específicos e alcançou os comitês estratégicos, como o dedicado a soluções com base em inteligência artificial (IA).

Com uma participação diversificada, o comitê adquire uma visão mais inclusiva e abrangente, evitando vieses ao tomar decisões. “Os benefícios da diversidade têm dois aspectos essenciais. Um está ligado ao ambiente em si. O segundo é como a diversidade motiva e atrai mais talentos para a empresa. Além disso, vejo um impacto significativo em termos de inovação. Afinal, a concepção de novos produtos não pode ocorrer com apenas pessoas de características semelhantes tomando todas as decisões”, destaca o superintendente.

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