iFood: empresa se antecipa e compensa emissões de todas as entregas do ano

Empresa anunciou que já compensou toda a poluição causada por suas entregas por meio da preservação de projetos florestais na Amazônia
 (iFood/Divulgação)
(iFood/Divulgação)
Por Maria Clara DiasPublicado em 30/06/2021 19:32 | Última atualização em 01/07/2021 17:08Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O iFood anunciou nesta quarta-feira, 30, que já compensou todas as emissões de entregas que serão realizadas até o final deste ano. Com isso, a partir de agora, todas as entregas feitas pela operação de delivery do aplicativo já serão 100% amigáveis ao meio ambiente.

A compensação foi feita da compra de créditos de carbono de projetos auditados na Amazônia. A plataforma de venda de créditos de carbono Moss ficou a cargo da comercialização e também da auditoria dos projetos de preservação florestal escolhidos.

A iniciativa faz parte do iFood Regenera, programa de metas ambientais anunciado pela empresa em março deste ano. Parte dos objetivos é ter pelo menos 50% das entregas feitas por modais não poluentes -— como motos e bicicletas elétricas — em substituição às motos a combustão até 2025. Em outra frente, a empresa quer também reduzir a poluição plástica, tornando opcional o recebimento de talheres de plástico nos pedidos.

Para chegar ao consenso sobre quanto deveria investir na compensação, o iFood pediu à Moss que fizesse um inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos escopos 1, 2 e 3. De acordo com Gustavo Vitti, vice-presidente de pessoas e soluções sustentáveis no iFood, a grande maioria dos poluentes vem justamente das emissões indiretas, relacionadas às entregas.

“Estamos promovendo soluções transformadoras que revertam os impactos socioambientais típicos de uma operação de delivery. Queremos devolver para o meio ambiente mais do que consumimos dele. A partir de 1º de julho nossas entregas já estarão compensadas antes de chegarem na casa de nossos clientes”, afirma Vitti.

Quando anunciou seu programa de sustentabilidade, em março, o iFood revelou ter emitido 128.000 toneladas de carbono equivalente ao longo de 2020, e que a compensação dessas emissões custou aproximadamente 4 milhões de reais à empresa. O investimento feito para as compensações antecipadas do delivery no segundo semestre de 2021, porém, não foi divulgado.

Com essa ação, até o fim do ano, o iFood terá preservado uma área de aproximadamente 1,25 milhão de metros quadrados na Floresta Amazônica, equivalente a 125 campos de futebol. A área escolhida fica na região de Lábrea, no Amazonas, no projeto Fortaleza do Ituxi.

Mudanças no app

Para conscientizar os clientes sobre as entregas de refeições "carbono neutro", o iFood também vai disponibilizar novas comunicações no aplicativo, além de notificações informando que o pedido a caminho já teve sua poluição compensada e ícones especiais para o acompanhamento do entregador.

Também no aplicativo, a seção de “doação” vai direcionar, a partir de julho, recursos para um projeto de plantio de mudas conduzido pela SOS Mata Atlântica no bioma.

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