ESG é moda? Para além do ativismo, sigla abre portas para carreira em instituições bilionárias

Os critérios ESG estão transformando o mercado de trabalho hoje e, mesmo sendo vistos por muitos como mero “ativismo” ou moda, já se tornaram pauta máxima para as empresas, abrindo portas para milhares de novas oportunidades de carreira.
 (Luis Alvarez/Getty Images)
(Luis Alvarez/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 10/06/2022 às 10:57.

Última atualização em 10/06/2022 às 11:00.

A sigla para Environmental, Social e Governance (ESG) nunca esteve tão em alta como agora. Ela é vista nas manchetes dos principais jornais e revistas quase todos os dias e está na boca de CEOs, governantes, estudiosos e até recrutadores. Mas com tantas pessoas falando sobre o assunto, surgem também as dúvidas: afinal, o mercado ESG é tão promissor como dizem ou será apenas mais uma moda passageira?

Apesar de ter ganhado visibilidade recentemente graças ao interesse do mercado financeiro no assunto, a sigla ESG foi cunhada há 18 anos, em 2004, pelo Pacto Global da ONU, através de uma parceria com o Banco Mundial chamada “Who Cares Wins” (Quem se Importa Ganha, em inglês).

Por que as empresas se preocupam com ESG?

Mesmo sendo vistas como um mero “ativismo”, hoje, as questões ambientais, sociais e de governança são consideradas essenciais nas análises de riscos e nas decisões de investimentos. Com essa novidade, as organizações, que buscam se manter competitivas e lucrar, precisaram entender o que é ESG e o que é necessário para estar em conformidade com os seus critérios.

Afinal, as empresas são acompanhadas de perto por seus stakeholders (clientes, funcionários, investidores, fornecedores etc), os quais esperam solidez, custos operacionais mais baixos, boa reputação e estabilidade - que são todas características indicadas pelo ‘selo ESG’. Aliás, segundo o Climate Change and Sustainability Services, da Ernest Young, estas informações ESG são essenciais para a maior parte dos investidores na tomada de decisões.

Ao adotar os critérios ESG, uma empresa se torna:

  1. Mais lucrativa e eficiente: as 3 esferas da sigla exigem um controle financeiro detalhado, já que um dos objetivos é reduzir os custos operacionais e aumentar a produtividade, enquanto os colaboradores se mantêm engajados e a taxa de turnover diminui;
  2. Mais respeitada: a empresa que adota os critérios ESG tende a ser mais respeitada e destacada no mercado, já que não gera valor apenas para si, mas também para todos os stakeholders - o que contribui para que os investidores queiram alocar o seu capital nela;
  3. Mais estável e responsável: com menor risco legal e regulatório, uma empresa ESG tem menores chances de receber multas por danos ao meio ambiente ou de se envolver em processos trabalhistas.

Com todas estas vantagens para as empresas, em poucos anos, o que começou como uma ideia se tornou um mercado de mais de 30 trilhões de dólares - que deve chegar a casa dos 53 trilhões até 2025, segundo levantamento feito pela Bloomberg.

E com tamanho crescimento, não demorou para que companhias de todos os setores buscassem dominar os critérios ESG para se manterem competitivas. Em uma corrida contra o tempo, as empresas começaram uma verdadeira disputa por profissionais que entendessem o assunto e pudessem orientá-las.

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As oportunidades de carreira em ESG

Para além do ativismo, a carreira no ESG é uma oportunidade gigante de trabalhar com propósito em empresas e instituições financeiras bilionárias. Segundo Renata Faber, Head de ESG da EXAME, esse movimento já aconteceu antes: "O que está acontecendo agora é histórico. Foi mais ou menos o que aconteceu nos anos 1990 com a explosão da informática e da internet. Na época, a procura por profissionais especializados em informática era gigantesca, pois tudo era muito novo e poucos tinham conhecimento ou formação na área.”

Com mais de 3600 vagas disponíveis no LinkedIn e dezenas de pesquisas apontando para a escassez de profissionais na área, Renata acredita que o “executivo de Impacto” - nome dado ao profissional ESG - será a próxima carreira do futuro, assim como o profissional de tecnologia foi nos anos 90.

O que faz um Executivo de Impacto?

Sem estagnação, com remuneração superior à de muitas outras carreiras e com altas chances de promoção a cargos de gestão, o Executivo de Impacto é responsável por mensurar, organizar e planejar as diretrizes ESG de uma empresa. Tanto questões climáticas, quanto direitos do trabalhador e gestão de risco serão responsabilidade do profissional especialista em ESG.

E apesar de qualquer profissional poder se especializar e incorporar os critérios ESG em sua carreira, para se destacar ele deve dominar as 3 habilidades fundamentais do cargo, que são: inovação, gestão de stakeholders e conhecimento aprofundado em ESG.

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Jornada Executivo de Impacto

De olho nessa nova tendência de negócios e carreira, já considerada a maior da década, a Head de ESG da EXAME, Renata Faber, está apresentando a série gratuita Jornada Executivo de Impacto. 

No ar de 6 a 14 de junho e contando com 4 episódios, o treinamento online e gratuito aborda:

  • A definição aprofundada do que é ESG;
  • Como o tema impacta o mercado e a economia;
  • O que faz um profissional de ESG na prática;
  • Como começar a construir uma carreira na área.

Para quem tiver interesse em se aprofundar no assunto e começar a dar os primeiros passos em uma carreira na área, basta se inscrever aqui para acompanhar a série gratuitamente. Os primeiros episódios já estão no ar, aproveite para assistir agora mesmo:

INSCREVA-SE DE GRAÇA PARA ASSISTIR À JORNADA EXECUTIVO DE IMPACTO