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De Baku a Belém: em Bonn, Brasil lança roteiro para financiar clima e foca em ministros das finanças

Roteiro deve orientar e mobilizar governos no financiamento de US$ 1,3 trilhão em combate às mudanças climáticas

Amazônia: a COP30 colocará a floresta, e o Brasil, nos holofotes globais (Leandro Fonseca/Exame)

Amazônia: a COP30 colocará a floresta, e o Brasil, nos holofotes globais (Leandro Fonseca/Exame)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 19 de junho de 2025 às 15h00.

O Brasil apresentou nesta quinta-feira, 19, um roteiro para garantir que o financiamento para questões climáticas discutido na COP29 chegue até a COP30. Tatiana Rosito, embaixadora do Ministério da Fazenda do Brasil, apresentou a proposta, chamada “Roadmap: de Baku a Belém”, durante as negociações de hoje na Conferência de Bonn, na Alemanha, que antecipa a Cúpula do Clima.

Rosito informou que o roteiro busca orientar as delegações sobre o que deve ser feito pelo financiamento do clima e o enfrentamento às mudanças climáticas. A embaixadora ainda afirmou que o documento precisa ser “claro, crível e acionável” para que integre as políticas macroeconômicas de cada país e possa influenciar toda a sociedade. “Este Roadmap é um espaço para construir caminhos para a mobilização de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático”, conta.

A CEO da COP30, Ana Toni, ainda pontuou que o roteiro ajuda reformular a “a arquitetura financeira global e mobilizar recursos” para garantir instrumentos financeiros que supram as necessidades globais relacionadas ao aquecimento global e mudanças dos ecossistemas.

“Os países em desenvolvimento precisam tanto da transição energética quanto de financiamento para preservar florestas, oceanos e outros recursos naturais”, afirmou.

União de meio ambiente e finanças

Rosito representou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que é líder Círculo de Ministros de Finanças da COP30. O objetivo é tirar a pauta unicamente das mãos dos ministros de meio ambiente e integrar os líderes das finanças, fazenda e economia na agenda -- que são os maiores alocadores de recursos e responsáveis pelo financiamento governamental para o clima.

Simon Stiell, secretário da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, disse que a agenda climática deve ir além dos debates sobre números e prazos, que funcionam apenas como um teste de credibilidade dos países na caminhada até os US$ 1,3 trilhões necessários.

Dentro do parque da cidade: o que descobri visitando o futuro palco da COP30, em Belém

“Temos uma meta clara: escalar o financiamento. Sabemos o que é necessário: expandir o financiamento público, especialmente subsídios e instrumentos não baseados em dívida, simplificar o acesso e alavancar capital estratégico em escala”, afirmou. “Mas, agora, precisamos ir além, passando das contribuições para a ação. É isso que dará a este roteiro tração real, tanto política quanto prática.”

Rosito contou que o Círculo de Ministro de Finanças da COP30 explora condições diferenciadas de financiamento para países em desenvolvimento, focando na adaptação e nas perdas e danos que essas nações sofrem ou podem sofrer.

A participação de investidores e capital privado está inserida no documento. O governo avalia como incluir a criação de plataformas nacionais que conectem esse capital a projetos locais de desenvolvimento socioambiental e proteção dos recursos naturais.

A precificação de carbono e a supervisão dos Bancos Nacionais também entram na discussão, que cobra regulações climáticas para mercados financeiros. “Nosso compromisso é oferecer um documento estruturado, com recomendações concretas e exemplos de ações. Contamos com o apoio de todos para tornar este processo inclusivo e eficaz”, afirmou a embaixadora.

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