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Remy Sharp
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A KPMG realizou o levantamento global Grandes Mudanças, Pequenos Passos – Relatórios de Sustentabilidade. Segundo o estudo, 86% das cem empresas brasileiras analisadas reportaram os assuntos ESG (do inglês, meio ambiente, social e governança). Do total, 90% das companhias divulgaram metas para descarbonização. Enquanto no contexto latinoamericano, o percentual de países com metas nesse sentido é de 72%. Já na edição passada do levantamento, 85% das cem maiores companhias brasileiras que participaram do estudo elaboram relatórios de sustentabilidade. 

A pesquisa analisou, ainda, relatórios de sustentabilidade e reportes públicos de 5.800 empresas de 58 localidades. Desse contingente, mil empresas são latinoamericanas dos seguintes países: Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela e Brasil. A pesquisa levou em consideração as cem empresas de maior faturamento de cada um dos 58 países incluídos no trabalho, e as 250 empresas de maior faturamento em todo o mundo, de acordo com o ranking da Fortune 500 de 2021.

Ainda de acordo com o estudo, 65 das cem maiores empresas brasileiras incluíram mudanças climáticas em análises de risco de 2022, correspondendo a um aumento de 19% em relação aos números apurados em 2020, quando apenas 46% das empresas informaram esse dado. Outra informação importante ressaltada no estudo é que a conscientização sobre os riscos de perda da biodiversidade foi reportada por 58% das maiores empresas pesquisadas. O Brasil lidera este ranking, seguido pelo Peru, Reino Unido, Tailândia, África do Sul e Japão. Apenas 45% das empresas norte-americanas reportaram essa conscientização, enquanto na Europa este número caiu para 39%

“Em um ambiente de negócios onde parece haver dificuldade em discutir os impactos que as mudanças climáticas terão sobre os negócios, o fato de a maioria das grandes empresas brasileiras reportarem sobre o risco de mudanças climáticas é uma excelente notícia para a sociedade e para a economia. Isso significa que os líderes sabem que precisam se preparar para a adaptação a um novo contexto, permitindo que adotem modelos de negócio mais resilientes", analisa a sócia-líder de consultoria em ESG da KPMG, Nelmara Arbex.

Os negócios e os ODS

Outra informação do estudo considera os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Nesta edição do estudo, o Brasil lidera a região latino-americana com 76% das empresas apresentando uma comunicação ao mercado sobre os ODS – seguido pelo Peru e México (ambos com 70%) e Chile (com 67%). A maioria dos países reporta impactos positivos com relação aos Objetivos da ONU, mas, na América Latina, 64% das empresas citam os aspectos positivos, enquanto 17% das companhias reportaram impactos positivos e negativos.

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