Até poucos anos atrás, o registro de um financiamento de veículo no Brasil podia levar até 40 dias. Um processo burocrático baseado em muito papel e deslocamentos até o cartório.
A digitalização desse sistema reduziu esse prazo para segundos e abriu espaço para um novo mercado de registradoras digitais, como a Tecnobank, que hoje opera na infraestrutura do crédito automotivo.
Fundada em 2007 e com presença efetiva nos estados a partir de 2014, a empresa registra contratos de financiamento de veículos e atua como a "infraestrutura invisível" que conecta bancos, consumidores e órgãos de trânsito estaduais. E é ela que, agora, dá um passo a mais: apresenta o primeiro relatório ESG estruturado do setor.
"Estamos falando de um contrato de 40 a 50 páginas que antes era impresso e todos os deslocamentos envolvidos até o cartório: isso é tempo, custo e emissões", destacou em entrevista à EXAME, Jefferson Piani, CFO e diretor de Pessoas e Cultura da Tecnobank e também líder do comitê de sustentabilidade criado em 2025.
O impacto vai além da redução da pegada de carbono. A digitalização do processo levou a uma maior eficiência e economia financeira, posicionando a agenda como uma estratégia central do negócio.
O relatório de sustentabilidade reúne números que a empresa acumulou ao longo de sua jornada de sustentabilidade. São 88 toneladas de CO₂ neutralizadas em 2025, com compensação via projeto na Amazônia. Uma redução de 30% no consumo de energia e 50% no uso de plástico, além de uma queda de 65% no consumo de insumos.
No pilar social, foram R$ 2,1 milhões investidos em projetos nas áreas de educação, esporte e cultura nos últimos cinco anos, todos via leis de incentivo fiscal.
"A gente sempre olhou para o meio ambiente, pessoas e governança e isso foi natural e cultural dentro do negócio", destaca Jefferson. "O que fizemos agora de forma pioneira foi organizar, estruturar e condensar nossas ações ao longo dos anos", complementa.
Hoje, o mercado de registradoras de contratos conta com mais de 40 players credenciados, mas o executivo explica que raramente o preço é o diferencial, já que em muitos estados ele é tabelado pelos próprios DETRANs. No entanto, o que diferencia uma da outra, é exatamente os critérios que o ESG ajuda a certificar: segurança da informação, privacidade de dados, compliance, governança.
"O banco tem como elo fraco seus fornecedores", explica o diretor. "A gente tem que ser o forte para sermos referência neste mercado."
Para ser uma alternativa mais atrativa aos bancos, a empresa foi a primeira a conquistar certificações como a ISO 27001 e 27701 (segurança da informação e privacidade de dados) e a ISOs 37001 e 37301 (compliance e prevenção à corrupção).
Atualmente, a Tecnobank detém entre 41% e 45% do mercado nacional de registro de contratos de financiamento de veículos e está presente em 21 estados brasileiros, cinco deles incorporados nos últimos 12 meses.
O setor como um todo cresceu: em 2025, 7,2 milhões de veículos foram financiados no Brasil, um recorde histórico. Ainda assim, apenas cerca de 30% do total de veículos vendidos (incluindo novos e usados) são financiados, número que contrasta com os 85% a 90% de mercados mais maduros, como os Estados Unidos.
Segundo o executivo, é a sinalização de que há a oportunidade de expansão.
"Toda essa nossa estratégia como diferencial competitivo é a gente se consolidar e liderar o mercado", diz. "Queremos continuar sendo pioneiros e protagonistas. E também inspirar as demais empresas registradoras para buscarem suas metas", acrescenta.
Cristiano Caporici, diretor de Comunicação & Marketing da Tecnobank, complementou à EXAME que a sustentabilidade sempre fez parte do "core" do negócio. “Se todas as empresas do ecossistema fizessem o mesmo, o impacto positivo seria muito maior".
Internamente, os números também chamam atenção. A empresa tem índice de rotatividade de cerca de 2% ao ano, bem abaixo dos 9% da média de empresas com certificação Great Place to Work do mesmo porte e 93% de satisfação interna.
Além disso, os cargos de liderança são 50% compostos pela presença feminina, em um setor majoritariamente de homens. A atual CEO, Renata Herani, é a segunda mulher a comandar a empresa.
“O lançamento do relatório marca um ponto de partida para medir evolução: seja em emissões, investimentos ou impacto social", conclui Cristiano. Agora, o desafio deixa de ser provar eficiência e passa a ser definir o padrão de um mercado que ainda está em construção.
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Hospital Israelita Albert Einstein: vencedor na categoria Saúde
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Sabin: destaque na categoria Saúde
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Motiva (ex-CCR): destaque na categoria Transporte e Logística
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Localiza: destaque na categoria Transporte e Logística
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Orizon: destaque na categoria Tratamento de Resíduos e Economia Circular
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