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Como o São João de Caruaru virou vitrine de economia circular para a Solar Coca-Cola

Projeto Recicla Solar recolheu 40 toneladas de resíduos na festa em 2026 e soma 175 toneladas destinadas para a reciclagem em três anos

Além da triagem dos resíduos, a Central Sustentável reuniu 113 agentes de reciclagem que atuaram durante o São João de Caruaru (Kayck Alcântara)

Além da triagem dos resíduos, a Central Sustentável reuniu 113 agentes de reciclagem que atuaram durante o São João de Caruaru (Kayck Alcântara)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 4 de julho de 2026 às 14h00.

Última atualização em 5 de julho de 2026 às 15h18.

O São João de Caruaru movimenta milhões de pessoas todos os anos em torno de uma das maiores festas populares e culturais do Brasil.

Mas, junto com o espetáculo, comidas típicas e bandeirinhas, outro número cresce na mesma proporção: o volume de resíduos produzido durante quase um mês de celebrações.

É justamente nesse desafio que a Solar Coca-Cola decidiu concentrar uma de suas principais operações de sustentabilidade.

Pelo quarto ano consecutivo, a fabricante do Sistema Coca-Cola levou o projeto Recicla Solar ao São João de Caruaru. Em 2026, a iniciativa recolheu 40,2 toneladas de materiais recicláveis durante os dias de festa e destinou para a reciclagem.

Segundo cálculos da companhia, 107 toneladas de CO₂ equivalente foram evitados com a iniciativae 141,9 mil kWh de energia foram economizados, além de 1,1 milhão de litros de água e 27 mil litros de petróleo.

 Desde o início da operação, em 2023, o programa já destinou corretamente mais de 175 toneladas de resíduos, com foco em transformá-los em novas matérias-primas em vez de destinar para aterros sanitários mais poluentes.

A operação foi instalada em uma Central Sustentável montada próxima ao Pátio do Forró, principal palco da festa, e atuou também no Alto do Moura, outro polo tradicional dos festejos juninos. 

“O Recicla Solar mostra que é possível unir tradição, sustentabilidade e impacto social”, afirma Tiago Pio, diretor regional da Solar Coca-Cola.

A logística por trás do megaevento

Muito além da coleta seletiva, o projeto funciona como uma operação de logística reversa em meio a uma festa de grande porte.

Os resíduos recolhidos passam por triagem antes de seguir para reciclagem. Neste ano, foram separados 14 toneladas de vidro, 9,5 toneladas de alumínio, 9 toneladas de outros plásticos, quase 7 toneladas de PET e cerca de 615 quilos de papelão.

Reciclagem São João do Caruaru, Solar Coca-cola

O PET é um dos focos da estratégia da gigante de bebidas. Segundo a Solar, as embalagens retornam aos agregadores parceiros para serem reinseridas na cadeia produtiva.

Outro pilar é o impacto social: foram 113 agentes, catadores e trabalhadores que receberam cerca de R$ 100 mil pela atividade durante o período do São João.

Além da remuneração justa, a empresa afirma ter estruturado a Central Sustentável para oferecer melhores condições de trabalho e distribuiu cestas básicas aos participantes.

Caruaru como laboratório de economia circular

Para a Solar, o São João se tornou um dos principais testes de sua estratégia de economia circular megaeventos.

Criado em 2021, o Recicla Solar hoje também atua em grandes celebrações como o Carnaval de Recife e Olinda e o Festival de Verão de Salvador.

A experiência faz parte da meta da companhia de ampliar a recuperação de embalagens pós-consumo.

 Pernambuco é um dos estados onde a empresa afirma ter alcançado a neutralidade de PET, o que significa recolher e destinar corretamente um volume equivalente a 100% delas que coloca no mercado local.

Segundo a Solar, o programa já encaminhou mais de 7,2 mil toneladas de resíduos plásticos para reciclagem no estado.

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