No interior de São Paulo, a 70 quilômetros da capital, a Weleda mantém um jardim biodinâmico em São Roque onde cultiva plantas usadas em seus medicamentos.
Todo ano, cinco toneladas do ativo natural Bryophyllum saem dali para a sede da companhia na Suíça, em um movimento que inverte a lógica de multinacionais no Brasil e revela como a empresa pensa sustentabilidade há mais de 100 anos.
"O ESG é parte estruturante e central do nosso negócio desde o início. É o nosso DNA", afirma Maria Claudia Pontes, CEO da Weleda no Brasil e América Latina, em entrevista à EXAME.
Fundada em 1921 na Suíça, a marca de cosméticos e medicamentos naturais está no Brasil há 64 anos e nasceu com um propósito claro: promover saúde e beleza em harmonia com as pessoas e a natureza.
Em 2025, celebrou vendas recordes no mundo sem abrir mão do seu DNA: faturou 484,6 milhões de euros (cerca de R$ 2,85 bilhões), um crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior.
Para a CEO, o resultado é prova de que sustentabilidade, inovação e competitividade caminham juntas.
"O desafio não é apenas crescer, mas crescer com responsabilidade e coerência", destaca.
O jardim como estratégia natural
O jardim biodinâmico de São Roque não é um projeto isolado, e sim o ponto de partida de uma cadeia que conecta solo, ingrediente e produto final.
Operado com técnicas que respeitam os ciclos naturais e dispensam agrotóxicos, ele abastece a linha de medicamentos antroposóficos da Weleda no Brasil e, desde 2024, exporta insumos para a matriz suíça. No total, já foram cinco toneladas de Bryophyllum enviadas ao mercado externo.
O modelo reflete uma estratégia maior da marca: ampliar o uso de ingredientes orgânicos e biodinâmicos, fortalecer critérios socioambientais nas compras e avançar em rastreabilidade ao longo de toda a cadeia.
"Mais do que atuar dentro da operação, o próximo passo está em construir soluções viáveis em escala", diz a CEO.
100 anos de propósito, resultados que avançam
Em 2025, a Weleda entregou avanços na agenda de sustentabilidade. Globalmente, a companhia chegou a 81% de matérias-primas orgânicas — com meta de superar 80% de ingredientes orgânicos e biodinâmicos —, 7% de componente biodinâmico, 77% de material reciclado nas embalagens primárias de cosméticos e 97% de eletricidade proveniente de fontes renováveis em suas próprias operações.
Outro destaque foi a conquista de mais de 95% dos cosméticos certificados nos mais altos padrões naturais. No Brasil, 97% dos resíduos são reutilizados por meio de compostagem, reciclagem ou recuperação.
A empresa também é B-Corp, certificação concedida pelo Sistema B que audita impacto e atingiu 120,66 pontos, um crescimento de 13% em relação à última verificação. Além disso, integra a B Corp Beauty Coalition, grupo global que reúne gigantes de beleza certificadas com a missão de elevar os padrões socioambientais do setor.
No próximo ciclo do plano que vai de 2026 a 2030, a Weleda aprofunda ações em embalagens de menor impacto, circularidade, logística reversa, reuso de água, tratamento de efluentes e metas climáticas que miram a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2040 e no escopo 3 (cadeia de fornecedores) até 2050.
"O impacto precisa ir além das paredes e muros do negócio. Gerar valor social e ambiental conectado aos territórios onde atuamos é uma diretriz que carregamos para o novo ciclo", afirma a CEO.
Diversidade que começa na liderança
A estratégia ESG da Weleda não se resume ao ambiental. No pilar social, bem-estar, saúde emocional e diversidade são um compromisso.
A meta de superar 60% de liderança feminina caminha junto com iniciativas que colocam as pessoas no centro das decisões.
Maria Claudia é, ela mesma, parte dessa agenda. À frente da operação brasileira desde 2016, assumiu em seguida a América Latina, e integra o LeaderShe, projeto que oferece suporte e inspiração para mulheres no setor farmacêutico.
Um século depois, a Weleda seguindo como começou: com a terra, as pessoas e o propósito no centro do negócio.
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Vivo: companhia foi a empresa do ano no Melhores do ESG
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LWSA: destaque na categoria Telecomunicações, Tecnologia e Mídia
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(3Tentos: vencedora na categoria Agronegócio)
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SLC Agrícola: destaque na categoria Agronegócio
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Danone: destaque na categoria Alimentos e Bebidas
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Ambev: destaque na categoria Alimentos e Bebidas
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(Magazine Luiza)
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Leroy Merlin: destaque da categoria Atacado, Varejo e E-commerce
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Randoncorp: vencedora da categoria Bens de capital e Eletroeletrônicos
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WEG: destaque na categoria Bens de capital e Eletroeletrônicos
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Electrolux: destaque na categoria Bens de capital e Eletroeletrônicos
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MRV: vencedora na categoria Construção civil e Imobiliário
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Allos: destaque na categoria Construção civil e Imobiliário
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Copel: vencedora na categoria Energia
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Isa Energia: destaque na categoria Energia
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Natura: destaque na categoria Farmacêutico e Beleza
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Eurofarma: destaque na categoria Farmacêutico e Beleza
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ArcelorMittal: destaque na categoria Mineração, siderurgia e Metalurgia
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Companhia Brasileira de Alumínio: na categoria Mineração, siderurgia e Metalurgia
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Lojas Renner: vencedora na categoria Moda e Vestuário
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Gupo Malwee: destaque na categoria Moda e Varejo
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Suzano: destaque na categoria Papel, Celulose e Produtos Florestais
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Tetra Pak: destaque na categoria Papel, Celulose e Produtos Florestais
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Ultragaz: vencedora na categoria Petróleo, Gás e Químico
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Vibra aumenta participação no mercado, mas margens seguem pressionadas
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Unipar: destaque na categoria Petróleo, Gás e Químico
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Hospital Israelita Albert Einstein: vencedor na categoria Saúde
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Sabin: destaque na categoria Saúde
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Fleury: destaque na categoria Saúde
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EcoRodovias: ganhadora da categoria Transporte e Logística
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Motiva (ex-CCR): destaque na categoria Transporte e Logística
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Localiza: destaque na categoria Transporte e Logística
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Aegea: vencedora na categoria Tratamento de Resíduos e Economia Circular
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Sabesp: destaque na categoria Tratamento de Resíduos e Economia Circular
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Orizon: destaque na categoria Tratamento de Resíduos e Economia Circular
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