CBA tem metas de redução de emissões aprovadas pelo Science Based Targets

Com a validação, a CBA é a primeira produtora do metal primário no mundo a ter seu compromisso validado pelo movimento que mostra como as ações estão fundamentadas pela ciência para combater as mudanças climáticas
 (Holloway/Getty Images)
(Holloway/Getty Images)
Por Da RedaçãoPublicado em 06/05/2022 11:12 | Última atualização em 22/06/2022 16:08Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anuncia a aprovação das metas de redução de emissões de carbono pelo Science Based Targets (SBTi), que mostra como as ações estão fundamentadas pela ciência para combater as mudanças climáticas.

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Com a validação, a CBA é a primeira produtora do metal primário no mundo a ter seu compromisso validado pelo movimento, liderado por organizações como CDP, Pacto Global das Nações Unidas, WRI e WWF. O objetivo é alinhar a atuação das empresas ao Acordo de Paris, cujo objetivo é limitar o aumento médio da temperatura global a menos de 2 °C.

Até 2030, a CBA pretende alcançar diferentes resultados de redução de emissões, conforme as metas e escopos submetidos ao SBTi. A primeira delas estima diminuir em 40% os indicadores de carbono, abrangendo as etapas de produção de alumina e salas fornos. A segunda tem como alvo a redução absoluta de 35% das emissões, englobando mineração, fundição e produtos transformados.

Ambas são referentes aos Escopos 1 e 2 e tomam como base para cálculo dos resultados o ano de 2018. Para viabilizar esses objetivos, os projetos da CBA em destaque são a implementação de uma caldeira à biomassa em sua refinaria de alumina, a modernização da tecnologia das salas fornos e o aumento de reciclagem.

Como terceira meta, a CBA definiu a redução de 13,5% das emissões indiretas relacionadas a aquisição de bens e serviços, energia, transporte e distribuição de produtos comprados e vendidos. Esta tem como ano base 2019 e se refere ao Escopo 3. Para isto, será necessário influenciar toda a cadeia de valor do alumínio a atuar de maneira responsável.

Pelas definições do GHG Protocol, o Escopo 1 se refere às emissões diretas das empresas. O Escopo 2, às emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia. O Escopo 3 tem relação com as emissões indiretas, estendendo-se stakeholders toda cadeia de valor, como fornecedores.

A iniciativa Science Based Targets mobiliza as empresas para que adotem metas baseadas na ciência para a redução de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), impulsionando a transição rumo a uma economia de baixo carbono. A SBTi foi criada e é implementada por quatro organizações parceiras que atuam coletivamente e globalmente para elaborar métodos e ferramentas, engajar empresas, avaliar e validar suas metas.

“Desde a sua origem, a CBA se empenha para gerar contribuições positivas à sociedade e ao meio ambiente. A adesão ao SBTi evidencia esse compromisso e posiciona a Companhia diante das discussões mundiais sobre os efeitos causadores das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promove a descarbonização do planeta e contribui para a agenda global do clima”, afirma Leandro Faria, gerente geral de Sustentabilidade da CBA.

Projetos de destaque

Na unidade de Alumínio, a CBA substituiu seis caldeiras que funcionavam a partir da queima de óleo ou gás natural por uma Unidade de Produção de Vapor (UPV) à base de biomassa (cavaco de madeira de eucalipto advindo de área de reflorestamento) - sendo uma das primeiras refinarias de alumina no mundo a utilizar 100% de vapor originado de biomassa.

A CBA afima que também trabalha para automatizar o processo de alimentação nas salas fornos, reduzindo as emissões atmosféricas e de gases de efeito estufa na etapa mais eletrointensiva da cadeia produtiva do alumínio, promovendo ganhos adicionais em eficiência e segurança.

Paralelamente, tem investido em reciclagem, com a aquisição de 80% da Alux do Brasil, em fevereiro deste ano, e com a potencialização do consumo de sucata na Metalex. O investimento garante redução da pegada de carbono na produção, com a oferta de um tarugo mais sustentável.

Quando toda a linha estiver em atividade, a expectativa de emissão de gases de efeito estufa é de de 1,4 t CO2e (toneladas de dióxido de carbono equivalente) para cada tonelada de tarugo produzido, valor que torna a CBA referência global no mercado.

Há ainda o programa Suprimentos Sustentável, um projeto que tem como objetivo incluir aspectos sociais, ambientais e de governança nos procedimentos de seleção, contratação, gestão e desenvolvimento de fornecedores. Ele contribui para a evolução dos objetivos da Estratégia ESG 2030. É um projeto deve ser implantado em cinco anos e teve início em 2021.