B3: a primeira bolsa a emitir títulos com metas de diversidade e inclusão

A B3 tem a missão de criar, até 2024, um índice que meça o desempenho de empresas com bons indicadores de diversidade, e atingir o percentual de 35% de mulheres em cargos de liderança até 2026
 (Eduardo Frazão/Exame)
(Eduardo Frazão/Exame)
Por Marina FilippePublicado em 23/06/2022 21:07 | Última atualização em 23/06/2022 16:47Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Na B3, empresa que opera a bolsa de valores brasileira, o tema ESG ganha cada vez mais força. A empresa, por exemplo, foi a primeira bolsa a emitir um Sustainability-Linked Bond de 700 milhões de dólares com metas de diversidade.

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“A captação nos permitiu acessar mais investidores, diversificar nossas fontes de financiamentos de longo prazo e reforçar o compromisso com a agenda ESG”, diz Ana Buchaim, diretora executiva de pessoas, marketing, comunicação, sustentabilidade e investimento social da B3.

A B3 tem a missão de criar, até 2024, um índice que meça o desempenho de empresas com bons indicadores de diversidade, e atingir o percentual de 35% de mulheres em cargos de liderança até 2026.

Em 2021 também foi concluída a reformulação da metodologia do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3). Em relação ao meio ambiente, a B3 estabeleceu a meta de reduzir 15% das emissões no escopo 2, as indiretas, até 2026. No âmbito social, a B3 tem promovido educação financeira para mulheres e jovens.

Em 2021, foi lançado o Bootcamp de diversidade e inclusão, programa que apoia as empresas na construção de estratégias de diversidade.

Em 2021, mais de 60 companhias participaram do programa. “No ano passado iniciamos capacitações sobre a temática ESG para a liderança e demais times da B3.

No total, foram cerca de 900 funcionários impactados. O tema também faz parte do treinamento de entrada de novos funcionários desde 2020”, diz Buchaim.