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Após crescimento de energia solar, Absolar cria vice-presidência de Investimentos e Hidrogênio Verde

Camila Ramos, CEO da consultoria CELA (Clean Energy Latin America) assume vice-presidência de Investimentos e Hidrogênio Verde (H2V) na Absolar e comenta potencial de crescimento do setor

 (//Divulgação)

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Marina Filippe

8 de dezembro de 2022, 09h02

O mercado de energia solar no País está bastante otimista com o avanço dos projetos de hidrogênio verde no território brasileiro. Pensando nisto, a associação que representa o setor fotovoltaico brasileiro ABSOLAR anuncia Camila Ramos, CEO da consultoria CELA (Clean Energy Latin America) como vice-presidência de Investimentos e Hidrogênio Verde (H2V).

"O hidrogênio verde tem uma enorme importância para o setor. Assim, a ABSOLAR viu a necessidade de criar essa vice-presidência, uma vez que as mais de 120 empresas associadas estão interessadas no tema. Inclusive, alteramos o estatuto da associação para englobar o hidrogênio verde", diz Camila.

A executiva, que já presta serviços de análises estratégicas e financeiras para organizações globais que pretendem investir no Brasil, aponta que o H2V tem o potencial de representar de 12% a 22% de toda demanda de energia no mundo até 2050 e que o Brasil tem condições de produzir o hidrogênio verde mais barato do planeta, segundo projeções de entidades globais como IEA, IRENA e Bloomberg, dado o grande potencial de geração renovável.

"Criamos uma força-tarefa que une os associados interessados no tema para debater como será o mercado no Brasil. Temos um potência de ser um grande produtor de hidrogênio verde com aplicações em diferentes setores. Por exemplo, na produção de aço verde, que terá cada vez mais um importante valor agregado para exportações", afirma.

Segundo ela, o hidrogênio verde, vetor energético e combustível primário, limpo e versátil, tem o potencial de se tornar eixo estratégico na transição energética e descarbonização da economia global.

O combustível é usualmente produzido por meio de eletrolisadores, alimentados por energia elétrica gerada a partir de fonte renovável (solar, por exemplo), que realizam a separação do hidrogênio e do oxigênio da água.

Trata-se de um processo extremamente sustentável, que pode ser utilizado em diversas aplicações, eliminando de processos industriais e de seus produtos as emissões de gases de efeito estufa ou outros poluentes”, acrescenta a VP da ABSOLAR.