Um conteúdo Esfera Brasil

Rodrigo Garcia defende legado do PSDB, mas descarta ser “continuidade”

Em evento organizado pela Esfera Brasil, governador de SP e pré-candidato à reeleição destacou diferenciais de sua gestão
A partir da esq.: Nelson Wilians, Rodrigo Garcia, João Camargo. (Iara Morselli/Esfera Brasil/Reprodução)
A partir da esq.: Nelson Wilians, Rodrigo Garcia, João Camargo. (Iara Morselli/Esfera Brasil/Reprodução)
Por Esfera BrasilPublicado em 03/06/2022 09:00 | Última atualização em 02/06/2022 20:07Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), foi o convidado do encontro realizado pela Esfera Brasil na terça (31) na casa dos advogados Anne e Nelson Wilians, em São Paulo. Pré-candidato tucano ao governo paulista, ele fez seu discurso de apresentação sem tentar descolar sua imagem da de João Doria e das gestões anteriores do PSDB, mas tentando já se apresentar como o novo, mesmo que seu partido esteja há quase três décadas no comando do Estado. “Não adianta querer dizer que eu sou a continuidade de um governo de 28 anos. Eu continuo querendo inovar”, afirmou.

Ele disse que não quer levar São Paulo “nem para a esquerda nem para a direita”, mas para a frente. E que também não quer que a administração de São Paulo se transforme em “instrumento” de nenhum candidato a presidente da República. “Mesmo quando João Doria era pré-candidato do PSDB, eu já falava que São Paulo tem a sua história e o seu futuro. Eu estou aqui pra procurar preservar essas conquistas e olhar pra frente.”

Questionado se apoiaria a candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência, caso seja a orientação de seu partido, respondeu que sim, sem dar detalhes. Ele também disse que apoiava a ideia de ter uma mulher como candidata a vice em sua chapa para o governo paulista, após ter sido perguntado por uma das empresárias presentes se havia a possibilidade de o Estado de SP ter uma vice-governadora. “As muitas circunstâncias vão dizer o que vai acontecer com o vice e senador”, declarou. “Sou muito fã da participação feminina na gestão pública.”

O tucano também falou sobre a possível disputa com o ex-ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de outubro. O governador disse que mostrará tudo o que o governo federal poderia ter feito para ajudar São Paulo na parte de infraestrutura, mas que não fez. “Estamos hoje com o menor investimento de infraestrutura da história. O investimento da infraestrutura do Brasil não paga a depreciação dos ativos. Que história é essa que tem boa infraestrutura? Já aqui em SP nós estamos no maior investimento da história”, declarou.

“Só 18 km de estradas foram duplicadas pelo governo federal em São Paulo e o Estado passou de 4º para último colocado na fila de investimentos do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Apesar da promessa, São Paulo não teve nem a concessão do porto de Santos nem a do aeroporto de Congonhas”, afirmou. “Não estou fazendo aqui ferrovia de papel, não estou aqui dando autorização, assinando o contrato e falando que vai ter obra daqui a 10, 15 anos. Eu estou comparando, vamos olhar as obras.”

Sobre a possível privatização da Sabesp, ele disse “não ter nenhum dogma” em manter a empresa estatal, se lhe mostrarem que dessa maneira haverá a universalização do saneamento básico no Estado e que as tarifas serão mais baixas. “Mas se me falarem ‘venda’, eu vendo no outro dia. E vi que outros candidatos agora usam esse argumento.”

Garcia também destacou os principais feitos da gestão de João Doria e dele, enquanto ainda era vice, nos últimos três anos. O tucano disse que São Paulo está se “deslocando” cada vez mais do resto do país. “Nos últimos três anos, São Paulo cresceu cinco vezes mais que o Brasil”, falou. Ele também disse que a gestão atual enxugou os gastos públicos sem deixar de investir em programas sociais.

O governador afirmou que hoje o principal problema de São Paulo é o mesmo de todos os brasileiros: inflação e crise econômica e o aumento da desigualdade social. “Aqui a gente aprendeu que Estado quebrado não gera emprego, que Estado sem rumo não sabe aonde quer chegar.”