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ONGs pedem criação do Conselho Nacional de Proteção e Defesa dos Animais

Fundadora da Ampara Animal, Marcele Becker afirma que é necessário pensar em novas políticas públicas com foco nos animais de rua e no controle de superpopulação

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Esfera Brasil

19 de novembro de 2022, 11h35

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente no Brasil, há cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados. Mais do que uma questão social, o auxílio a animais de rua é também questão de saúde pública, já que há risco de zoonoses, como raiva ou leptospirose, acidentes de trânsito e mordeduras, entre outros.

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Por isso, mais de 120 entidades de movimentos de defesa dos animais de todo o Brasil assinaram uma carta pedindo a criação, em 2023, do Conselho Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Animais, bem como a realização das Conferências Nacionais de Proteção e Defesa dos Direitos Animais. As instituições esperam que o governo pense e incentive políticas públicas com foco nos animais abandonados.

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Uma das maiores organizações do Brasil, a Ampara Animal , que existe há 12 anos, hoje fornece recursos para cerca de 530 instituições que abrigam animais abandonados. Fundadora e vice-presidente da Ampara, Marcele Becker explica que muitos abrigos passam necessidade e que a criação de políticas públicas é essencial para a causa.

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“A gente acredita que o animal não deve ser tratado como uma coisa. Precisamos estruturar políticas com pessoas que entendam do assunto, com estudos sobre o tema. Esperamos medidas com foco nos animais de rua, no controle de superpopulação e em ações preventivas”, diz ela à Esfera Brasil .

Com aporte de empresas privadas como Latam, Pedigree e Carrefour, a Ampara oferece vacinas, medicamentos, ração e realiza campanhas de adoção. A ONG também mantém um centro de castração e um ‘castramóvel’, que atua nas periferias de São Paulo. E está para inaugurar, em parceria com a Prefeitura de SP, o CCPA (Centro de Controle Populacional Animal) Santo Amaro, clínica com expectativa de realizar de 200 a 300 atendimentos diários.

A Ampara também atua na proteção de animais silvestres, outro nicho que espera ter mais atenção das autoridades nos próximos anos. Além de sofrer com o intenso tráfico, os animais silvestres são prejudicados por queimadas e a ‘invasão’ humana na natureza, segundo Marcele. A Ampara Silvestre possui um espaço na cidade de Amparo (SP) que trata de animais feridos e abriga nove onças que, por não terem mais condições de se manterem na natureza, vivem em cativeiro.

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