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Mercado de carbono e setor de infraestrutura dominam Brazil Summit

Seminário do Financial Times em NY reuniu CEOs e empresários, o presidente do BNDES e o ex-ministro Joaquim Levy para falar de investimentos no Brasil
 (Getty Images/Paulo Hoeper)
(Getty Images/Paulo Hoeper)
Por Esfera BrasilPublicado em 14/05/2022 09:00 | Última atualização em 13/05/2022 15:17Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O mercado de carbono e o potencial que o Brasil tem para se tornar referência global em energia limpa e o investimento privado como propulsor da transformação da infraestrutura no país foram os temas que dominaram os debates no Brazil Summit 2022, realizado em Nova York nesta semana. O seminário realizado pelo jornal britânico Financial Times reuniu CEOs, empresários, executivos e investidores para tratar de oportunidades de investimento, infraestrutura e economia no Brasil.

Esses assuntos foram debatidos recentemente em encontro realizado pela Esfera Brasil com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, um dos convidados do evento em Nova York. Também participaram do Brazil Summit 2022 Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda e atual diretor de estratégia econômica e de relações com o mercado do banco Safra, os CEOs Andre Lopes Araujo, da Shell, Clarissa Sadock, da AES, Patricia Iglecias, da Cetesb, Sylvia Coutinho, do UBS, Teresa Vernaglia, da BRK Ambiental, e Walter Schalka, da Suzano, Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, e André Clark, vice-presidente sênior da Siemens Energy, entre outros.

Sylvia Coutinho disse que o UBS enxerga um “tremendo potencial” no mercado de carbono, pois o Brasil possui um dos maiores conjuntos de ativos ambientais do mundo. Segundo a executiva, as empresas brasileiras começaram agora a perceber o potencial de monetização de seus próprios ativos sustentáveis. “Há alguns anos, nós tínhamos que correr atrás dos clientes para convencê-los de que era vantajoso incluir metas sustentáveis nas emissões [de dívida]. Agora são eles que correm atrás de nós para fazer operação com títulos”, contou. Ela também ressaltou a importância de o país começar a implementar novos mercados de energia limpa, como o de hidrogênio verde.

Para Teresa Vernaglia, da BRK Ambiental, o país pode ser protagonista na redução de emissões e na produção de energia limpa, mas, para isso, é preciso que a iniciativa privada seja mais atuante. “Não devemos apenas dar suporte para as iniciativas do governo, precisamos ser parte da solução”, declarou.

No seminário, os participantes lembraram que, além da enorme cartela de ativos naturais, o Brasil também pode realizar o “sequestro” ou captura de carbono com processos para excluir o gás carbônico da atmosfera e transformá-lo em oxigênio.

O ex-ministro Joaquim Levy disse que ainda não existe uma tecnologia melhor que o reflorestamento para a captura de carbono e, portanto, o Brasil pode ser líder global nessa área nos próximos cinco anos. “Plantar árvores ou só deixar a floresta voltar é uma máquina de sequestro de carbono que não tem competição no momento. Hoje não há nada mais eficiente e barato que permitir à floresta se regenerar. Isso captura de dez toneladas a 15 toneladas de carbono por hectare por ano”, afirmou.

CEO da Suzano, Walter Schalka disse que a principal questão no momento é encontrar uma forma de financiar globalmente a descarbonização das economias. “O setor financeiro não vai fazer isso sem um incentivo e a única maneira é ter um mercado de carbono regulado”, ponderou.

Outro tema que foi bastante debatido no Brazil Summit 2022 foi o investimento privado em infraestrutura no país.

André Clark, vice-presidente sênior da Siemens Energy do Brasil, afirmou que o investimento em infraestrutura se tornou uma classe de ativos. Segundo ele, a quantidade de capital, na forma de títulos de infraestrutura, de “private equity” e em outras formas, está aumentando exponencialmente na última década, principalmente por causa da regulação do setor. “Nos próximos três anos essa classe de ativos não será regulada apenas no nível federal, dada as reformas recentes, mas também por entes subnacionais como municípios. Isso vai criar uma grande agenda urbana [de projetos] sendo levada adiante”, disse.

Advogado especializado em infraestrutura,  Augusto Dal Pozzo disse que a legislação do setor evoluiu muito nos últimos anos, ajudando a impulsionar investimentos. “Aeroportos, estradas, parques naturais, museus e outros ativos culturais e naturais foram testados com sucesso na forma de PPPs nos últimos anos. Essa indústria está ganhando ainda mais tração.”