Guerra da Ucrânia deve ser assunto principal em Davos

Executivos brasileiros de grandes companhias serão debatedores no Fórum Econômico Mundial
 (Divulgação/World Economic Forum/Faruk Pinjo)
(Divulgação/World Economic Forum/Faruk Pinjo)
Por Esfera BrasilPublicado em 23/05/2022 09:00 | Última atualização em 19/05/2022 16:39Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O Fórum Econômico Mundial 2022 acontece do próximo domingo à quinta-feira e a expectativa é que cerca de 2.500 líderes de todo o mundo se reúnam em Davos-Klosters, na Suíça, para discutir temas econômicos, sociais, ambientais e de tecnologia. Sempre tendo em vista as melhores políticas de governança, este ano, o assunto em destaque deverá ser a guerra na Ucrânia e os desafios atuais durante este período de polarização.

Do setor privado, são esperados cerca de 1.250 líderes. Executivos brasileiros participarão de algumas mesas de debate, entre eles estão o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni; cofundador e presidente-executivo do Nubank, David Vélez; e presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho. E entre os assuntos discutidos estão os novos modelos de negócios e incentivos que promovam o consumo de forma responsável frente a um mercado global que até 2030 excederá 5 bilhões de consumidores.

O governo brasileiro será representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está entre os quatro países/regiões que terão painéis de discussão exclusivos, o que demostra interesse dos líderes globais na agenda econômica brasileira. Na agenda de Guedes estão previstas reuniões sobre crescimento sustentável, parcerias econômicas com a Ásia e o Pacífico, perspectivas da conjuntura econômica global e parcerias econômicas na América Latina.

A organização de Davos considera que a reunião é o ponto inicial para uma nova era de responsabilidade e cooperação global. "Esta reunião anual acontece diante da situação geopolítica e geoeconômica mais complexa em décadas. Nós teremos que nos concentrar ainda mais no impacto e nos resultados", disse o presidente do Fórum, Børge Brende.

Também participarão do Fórum mais de 200 líderes de ONGs, empresas sociais, academia, organizações trabalhistas e grupos religiosos, além de 400 jornalistas.