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Entenda o que acontece se uma eleição majoritária tiver apenas dois candidatos 

Situação rara pode acontecer na disputa pelo Governo de SP neste ano

Eleição pelo Governo de SP pode ser aberta com apenas dois candidatos (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)

Eleição pelo Governo de SP pode ser aberta com apenas dois candidatos (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)

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Publicado em 1 de julho de 2026 às 13h48.

Com a desistência de Kim Kataguiri (Missão-SP) e de Paulo Serra (PSDB-SP) pelo cargo de Governador do Estado de São Paulo, esse pleito tem apresentado um cenário raro e pouco explorado no ambiente da política moderna brasileira: a possibilidade de uma disputa entre apenas dois candidatos em uma eleição majoritária.

Apesar de ser pouco usual, essa situação está prevista nas leis eleitorais. O primeiro turno ocorre normalmente, cumprindo com os mesmos prazos e práticas de qualquer outro cargo. No entanto, o segundo turno não aconteceria, por questões matemáticas e legais.

“Com apenas dois candidatos, a tendência é que a eleição seja decidida já no primeiro turno. Afinal, em caso de um empate exato no número de votos válidos, é eleito o candidato mais velho que, no caso do Governo de São Paulo, seria Fernando Haddad”, explicou o advogado e professor de Direito Constitucional da UnB e da UFPR, Miguel Godoy.

O petista tem 63 anos de idade, tendo nascido em 25 de janeiro de 1963. Já Tarcísio de Freitas nasceu em 19 de junho de 1975, tendo 51 anos completos.

Segundo o doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, Robson Carvalho, na hora de determinar o candidato eleito apenas os votos válidos são levados em consideração, ou seja, votos em branco, nulo e eleitores ausentes não entram na base de cálculo — diferente do que acontece nas pesquisas de intenção de voto.

Contexto histórico

Desde a redemocratização do país com o fim da ditadura militar, essa situação na disputa pelo governo de um estado só aconteceu em uma oportunidade: No Tocantins em 2010, quando Siqueira Campos (PSDB) e Carlos Gaguim (PMDB) se enfrentaram.

Na ocasião, Siqueira Campos representava uma coligação de 13 partidos e saiu vencedor da disputa com 50,52% dos votos válidos no primeiro turno.

Carlos Gaguim, que tinha ao seu lado 11 partidos, ficou com os 49,48% restantes. 

“Isso pode ser causado por um nível de polarização muito alto, o que deixa a eleição dividida entre dois grupos políticos e termina com apenas dois candidatos”, explicou Robson.

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