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Banco Mundial aponta caminhos para reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento do NE

Relatório lançado pela instituição apresenta propostas de políticas públicas para o Nordeste

A Região Nordeste possui nove estados e 54 milhões de habitantes, sendo 80% deles com idade ativa, e é um dos principais motores de crescimento verde no Brasil (Dircinha S Welter/Getty Images)

A Região Nordeste possui nove estados e 54 milhões de habitantes, sendo 80% deles com idade ativa, e é um dos principais motores de crescimento verde no Brasil (Dircinha S Welter/Getty Images)

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Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 23h28.

Banco Mundial lançou o estudo “Rotas para o Nordeste: Produtividade, Emprego e Inclusão”, que apresenta um extenso relatório com panorama sobre a região e propostas de desenvolvimento do Nordeste para impulsionar o crescimento regional e nacional.

A Região Nordeste possui nove estados e 54 milhões de habitantes, sendo 80% deles com idade ativa, e é um dos principais motores de crescimento verde no Brasil. A área é rica em recursos naturais, com vasta diversidade cultural e histórica, e também assume a liderança na transição energética: produz 91% da energia eólica do País e 42% da energia solar, como aponta o estudo.

Apesar desses fatores, historicamente, o Nordeste brasileiro sofre uma desigualdade econômica e social em relação às demais regiões do País. O relatório revela que, na região, as taxas de desemprego e informalidade em 2022 foram de 52% e a participação feminina na força de trabalho do Nordeste corresponde a 41%, em comparação ao percentual de 52% no restante do Brasil.

A análise aponta, ainda, que durante sete décadas o Nordeste foi a região com o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. Na década de 1960, o PIB equivalia a 25% do PIB per capita da região Sudeste. Em 2020, correspondia a 42%, o que continuou representando menos da metade do nível de renda do Sudeste. 

Políticas públicas

Para promover o desenvolvimento do Nordeste, o estudo indica uma série de propostas e políticas públicas que estão no escopo de lideranças e tomadores de decisão regionais. O estudo reforça que apesar de problemas na região também serem identificados em outras partes do País, o foco é apresentar um panorama para o Nordeste, permitindo, assim, que a região desempenhe seu papel no crescimento do Brasil e supere a defasagem no desenvolvimento que afeta a renda e qualidade de vida da sua população.

“Nos últimos anos, o crescimento do Nordeste foi impulsionado pela agricultura (apesar do clima semiárido e do caráter predominantemente urbano da região), o que limita o ritmo de convergência e as oportunidades de emprego para sua força de trabalho majoritariamente urbana", diz o documento.  

Entre as propostas, destacam-se: 

  • a melhoria do ambiente de negócios para estimular o empreendedorismo e a atração de investimentos; 

  • reduzir a dependência de subsídios fiscais (o que diminui a produtividade); 

  • conectar comunidades e modernizar a infraestrutura, com investimentos em rodovias e ferrovias; 

  • promover melhorias em água e saneamento; 

  • o incentivo em parcerias público-privadas (PPPs) para grandes projetos; e

  • a ampliação e expansão dos programas educacionais para o setor informal e trabalhadores de baixa renda.

“Em última análise, porém, é improvável que apenas a energia compense as restrições estruturais mais amplas da região. Conforme vimos (no relatório), será necessária uma agenda de políticas mais ampla, com foco no aumento da produtividade das empresas, na promoção da mobilização de capital humano e na geração de empregos, bem como no aumento da eficiência dos investimentos em infraestrutura", avaliam os pesquisadores em trecho do documento.

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