FMI reduz a projeção de crescimento da economia mundial

A redução para 2015 foi de 3,5% para 3,3%. Para Largarde, diretora do FMI, a expansão mundial é ameaçada pela desaceleração das economias emergentes

Jacarta - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse hoje que o Fundo espera que o crescimento econômico global se enfraqueça e que a Ásia está sujeita a desacelerar ainda mais em função da recente volatilidade nos mercados financeiros, embora a região deva liderar o resultado mundial.

Segundo Lagarde, que falou durante discurso na Universidade da Indonésia, o ritmo de expansão mundial é ameaçado pela "recuperação mais fraca do que se esperava nas economias avançadas e uma nova desaceleração nas economias emergentes, particularmente na América Latina".

Em relatório trimestral publicado em julho, o FMI reduziu sua projeção de crescimento da economia mundial em 2015, de 3,5% para 3,3%. A previsão reflete uma expansão estimada de 2,1% nas economias avançadas e de 4,2% em mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

"Como região, ainda espera-se que a Ásia lidere o crescimento global", disse Lagarde. Mesmo no continente asiático, porém, o ritmo "está ficando um pouco mais fraco do que o esperado, com o risco de que pode desacelerar ainda mais, diante do recente aumento na aversão a risco global e volatilidade nos mercados financeiros", acrescentou.

Lagarde também comentou que economias emergentes, como a Indonésia, "precisam ficar vigilantes para lidar com contágios em potencial da desaceleração da China e das condições mais estreitas dos mercados globais". Para ela, não é possível dizer que a desaceleração chinesa era inesperada.

A chefe do FMI declarou ainda que a Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático, se beneficiaria com uma liberalização maior do comércio e que o país deveria seguir o exemplo de Japão, Coreia do Sul e China e "se engajar mais plenamente com o mundo".

A Indonésia foi fortemente afetada pela desaceleração global, em meio à queda da demanda chinesa por seu carvão e outras commodities. A rupia, moeda do país, opera nos níveis mais fracos em 17 anos ante o dólar e o crescimento do país atingiu o menor nível em seis anos no segundo trimestre. 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.