Vendas no varejo recuam 0,2% em janeiro após tombo recorde no mês anterior

O terceiro mês consecutivo de taxas negativas para o varejo na comparação mensal se dá após a suspensão do pagamento do auxílio emergencial em dezembro

O setor de varejo do Brasil abriu o ano com novo recuo, após queda histórica em dezembro, acusando os impactos das medidas de contenção do coronavírus que no último mês já foram endurecidas em várias cidades do país em meio à escaladas das mortes pela Covid-19.

As vendas no varejo brasileiro recuaram 0,2% em janeiro na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado, e caíram 0,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,3% na comparação mensal e de retração de 0,25% sobre um ano antes.,

O terceiro mês consecutivo de taxas negativas para o varejo na comparação mensal se dá após a suspensão do pagamento do auxílio emergencial em dezembro, quando o comércio sofreu uma retração recorde para o período do ano, de 6,2%.

Em janeiro, por outro lado, o país ainda não enfrentava o endurecimento mais generalizado das iniciativas de distanciamento social promovidas a partir do mês seguinte, quando o recrudescimento da Covid-19 em todo o território nacional ficou mais evidente, trazendo dificuldades adicionais ao comércio.

No mês, seis das oito atividades pesquisadas mostraram queda de vendas sobre dezembro, com destaque para o grupo Livros, jornais, revistas e papelaria, com retração de 26,5%, e Tecidos, vestuário e calçados, queda de 8,2%. O segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico liderou as altas, com aumento de 8,3%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração se deu após sete meses consecutivos de alta.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 2,1% em relação a dezembro de 2020, segundo mês consecutivo de variações no campo negativo.

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