EUA apela por teto ao preço do petróleo russo em encontro do G-20

Janet Yellen afirmou que medida serviria para "restringir o lucro da máquina de guerra" e "limitar o impacto nos preços da energia"
Janet Yellen, secretária do Tesouro americano (AFP/AFP)
Janet Yellen, secretária do Tesouro americano (AFP/AFP)
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Agência Brasil

Publicado em 16/07/2022 às 18:57.

Última atualização em 18/07/2022 às 12:48.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, apelou por ação do G-20 para “enfrentar a crise global de segurança alimentar". Foi durante encontro dos secretários do Tesouro dos países membros do grupo na ilha de Bali, na Indonésia.

Entre outros mecanismos propostos, a enviada de Washington insistiu na necessidade de acordar um mecanismo para impor um teto ao preço do petróleo russo, medida anteriormente proposta por Yellen, para "restringir o lucro da máquina de guerra" do presidente russo, Vladimir Putin, e "limitar o impacto da guerra da Rússia nos preços da energia" em todo o mundo.

A representante norte-americana manteve encontros bilaterais com os secretários do Tesouro da Austrália, Arábia Saudita, Singapura, Turquia e África do Sul à margem da reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20, que termina hoje, segundo comunicado enviado pelo departamento Tesouro norte-americano.

Durante os encontros, Janet Yellen condenou a guerra da Rússia contra a Ucrânia, "que causou repercussões globais na cadeia de abastecimento de alimentos, energia e outros produtos básicos", segundo o comunicado.

A secretária do Tesouro tem defendido um teto para o preço do petróleo russo, um dos principais temas da sua viagem à Ásia.

União Europeia

A União Europeia (UE) adotou em junho o sexto pacote de sanções contra a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia, que inclui embargo ao petróleo russo que chega por mar e prevê exceções para o petróleo que chega por oleoduto a países sem acesso ao mar, como Hungria, República Checa ou Eslováquia.

A Rússia redirecionou grande parte das suas exportações de petróleo bruto e derivados para países da região da Ásia-Pacífico após a invasão da Ucrânia e as sanções do Ocidente e, segundo Moscou, tem capacidade para atender à crescente procura.

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