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Rio de Janeiro integra zona portuária ao projeto olímpico

Rio de Janeiro - O Comitê Olímpico Internacional (COI) deu hoje respaldo ao Rio de Janeiro para integrar no projeto dos Jogos de 2016 a degradada zona portuária, embora tenha limitado as mudanças previstas no plano original. Desse modo, a cidade seguirá o exemplo os Jogos de Barcelona, em 1992 e concentrará durante o evento […]

 (EXAME.com)

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Da Redação

20 de maio de 2010, 17h52

Rio de Janeiro - O Comitê Olímpico Internacional (COI) deu hoje respaldo ao Rio de Janeiro para integrar no projeto dos Jogos de 2016 a degradada zona portuária, embora tenha limitado as mudanças previstas no plano original.

Desse modo, a cidade seguirá o exemplo os Jogos de Barcelona, em 1992 e concentrará durante o evento vilas residenciais e centros de operações na zona portuária, hoje uma área abandonada no centro do Rio.

Os responsáveis pelo projeto carioca e uma comissão do COI explicaram em entrevista coletiva que na zona ficarão parte das vilas nas quais serão alojados a imprensa e os árbitros.

Além disso, os armazéns do porto abrigarão um centro para jornalistas não credenciados e várias unidades de onde serão coordenadas as operações, os voluntários, a logística e a distribuição de credenciais.

Por outro lado, o COI vetou taxativamente as aspirações da Prefeitura de transferir ao porto algumas instalações esportivas, que em sua maioria se concentrarão na região da Barra da Tijuca, a cerca de 40 km do centro.

O diretor-executivo do COI para os Jogos, Gilbert Felli, considerou que as mudanças que serão introduzidas "ajudarão no desenvolvimento da cidade".

Essa visão foi compartilhada pela diretora da comissão do COI para os Jogos de 2016, a marroquina Nawal el Moutawakel, que assegurou que o uso da zona portuária será útil para o Rio de Janeiro.

"Não temos dúvidas de que os Jogos exercerão um papel fundamental no rejuvenescimento da cidade", afirmou Moutawakel durante a entrevista coletiva na qual detalhou suas impressões após a primeira visita de inspeção ao Rio.

A direção lembrou que "ainda há muito trabalho" pela frente e aplaudiu os passos dados até o momento, especialmente a criação de uma autoridade olímpica, e destacou o compromisso dos três níveis de Governo.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, aproveitou para anunciar a criação de uma comissão de conselheiros formada por ex-atletas de ponta, que terá um "papel ativo" no desenvolvimento do projeto.

A comissão será formada pelo ex-jogador de vôlei e atual técnico do Brasil, Bernardinho, o ex-meio fundista Joaquim Cruz, o ex-tenista Gustavo Kuerten, a ex-jogadora de vôlei Adriana Samuel, o ex-nadador Ricardo Prado e a saltadora Mauren Maggi, entre outros.

A comissão do COI permanecerá no Rio até sábado, a fim de analisar mais a fundo os avanços realizados nos últimos meses para os Jogos Paraolímpicos e voltará ao Brasil apenas no ano que vem.