Reino Unido abandona redução do imposto de renda para os mais ricos

"Está claro que a abolição da taxa de imposto de 45% se tornou uma distração para nossa missão primordial de enfrentar os desafios de nosso país, afirmou ministro Kwasi Kwarteng
A redução do imposto de renda para a faixa superior, que passaria de 45% para 40%, foi muito polêmica e acusada de favorecer os mais ricos em plena crise (Chesnot/Getty Images)
A redução do imposto de renda para a faixa superior, que passaria de 45% para 40%, foi muito polêmica e acusada de favorecer os mais ricos em plena crise (Chesnot/Getty Images)
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AFP

Publicado em 03/10/2022 às 08:25.

Última atualização em 03/10/2022 às 09:49.

O ministro das Finanças do Reino Unido, Kwasi Kwarteng, anunciou nesta segunda-feira (3) que o governo abandonou o projeto de redução do imposto de renda para os mais ricos, medida anunciada há alguns dias e que provocou um terremoto nos mercados financeiros.

"Está claro que a abolição da taxa de imposto de 45% se tornou uma distração para nossa missão primordial de enfrentar os desafios de nosso país. Como resultado, estou anunciando que não vamos prosseguir o fim da taxa", escreveu Kwarteng no Twitter.

Liz Truss, que assumiu o cargo de primeira-ministra no início de setembro, e seu ministro das Finanças haviam anunciaram em 23 de setembro um pacote de apoio para das famílias contra os custos da energia, acompanhado de grandes cortes de impostos.

A redução do imposto de renda para a faixa superior, que passaria de 45% para 40%, foi muito polêmica e acusada de favorecer os mais ricos em plena crise.

Também foram anunciados outros cortes de impostos, como o fim dos aumentos do imposto sobre as empresas e das contribuições para a Previdência Social, assim como a suspensão dos impostos sobre o meio ambiente.

O plano provocou grande confusão nos mercados.

A libra registrou a menor cotação da história e as taxas de juros da dívida pública do Reino Unido alcançaram o maior nível desde a crise de 2009, ameaçando a estabilidade financeira do país.

O Banco da Inglaterra (BoE) teve que atuar de maneira urgente na semana passada para estabilizar a situação.

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