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Reforma do iuan será gradual, diz presidente do BC da China

Segundo a instituição, o governo chinês não terá pressa em liberar as taxas de depósito oferecidas pelos bancos

Pequim - A China fará uma reforma gradual do iuan e não terá pressa em liberar as taxas de depósito oferecidas pelos bancos, enquanto o país busca reequilibrar sua economia e aprofundar seus mercados financeiros.

Pequim não planeja uma valorização pontual da moeda, e em vez disso permitirá que as forças do mercado determinem o valor do iuan, disse o presidente do Banco Popular da China (banco central), Zhou Xiaochuan, em entrevista à revista Caijing.

Em breve os bancos poderão determinar suas taxas de empréstimos, mas a liberalização das taxas de depósito vai depender da força dos bancos e de outros credores, disse Zhou, segundo a revista .

Um iuan flexível e um regime de taxa de juros mais livre ajudará Pequim a impulsionar a demanda doméstica na economia, que depende demais de investimentos e de exportações em um momento em que a economia global enfrenta uma desaceleração.

"Como decidimos adotar uma abordagem gradualista (para o iuan), e viemos implementando isso há anos, estamos quase lá e vamos continuar no caminho", disse Zhou.

Uma valorização de 2,1 por cento do iuan contra o dólar em julho de 2005 teve sucesso pois seu impacto na economia doméstica foi menor do que se temia e ao mesmo tempo aliviou a pressão internacional, mas outra medida similar não está nos planos, acrescentou.

A entrevista foi aparentemente realizada antes da medida do banco central há duas semanas de ampliar a faixa de oscilação do iuan.

Atualmente a China determina um piso para as taxas de empréstimo e um teto para as taxas de poupança. Enquanto as taxas de empréstimos devem ser liberadas em breve, as de depósito continuarão a ser regulamentadas, disse ele.

"Os piores bancos são geralmente os mais ousados ao oferecerem altas taxas de depósito. Sem sistemas de restrição de capital apropriados, a competição se tornará caótica", completou Zhou.

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