Refinaria do Pacífico interessa empresas brasileiras

Custo total da obra foi calculado em US$ 13 bilhões, dos quais 300 milhões serão destinados à preparação do terreno

Brasília - Os chanceleres do Brasil, Antonio Patriota, e do Equador, Ricardo Patiño, confirmaram nesta segunda-feira o interesse de empresas brasileiras em participar da construção da Refinaria do Pacífico, impulsionada pelos governos equatoriano e venezuelano.

Na reunião entre os dois ministros em Brasília para revisar a agenda bilateral, Patiño falou para jornalistas que algumas empresas brasileiras, não detalhou quais, manifestaram interesse nas obras de terraplanagem necessárias para a construção da refinaria. O custo total da obra foi calculado em US$ 13 bilhões, dos quais 300 milhões serão destinados à preparação do terreno, precisou Patiño.

O ministro equatoriano também confirmou o interesse da China em financiar parte do projeto, que será desenvolvido na província equatoriana de Manabí. No entanto, Patiño esclareceu que até agora nenhum negócio foi concretizado com o país asiático.

Enquanto isso, Patriota avaliou a ''retomada das relações'' entre Brasil e Equador, que ficaram tensas em 2008, quando o governo de Rafael Correa expulsou do país a empresa brasileira Odebrecht, por problemas na construção de uma usina hidrelétrica.

O conflito, inclusive, levou o Brasil a suspender créditos para diversas obras no Equador. No entanto, já superada a situação, os ministros celebraram nesta segunda a ''retomada'' do financiamento público brasileira para projetos de infraestrutura no outro país.

Além disso, Patiño confirmou que Correa deve participar da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada em junho no Rio de Janeiro, e ressaltou o ''compromisso'' do Equador com o sucesso da reunião promovida pelo Brasil e a ONU.

Patriota e Patiño informaram que, durante as próximas semanas, haverá reuniões bilaterais entre os ministros da Defesa e de Integração, assim como de grupos setoriais dedicados a diversos projetos. O Eixo Manta-Manaus, que unirá os países pelas vias fluvial, terrestre e aérea, foi um dos exemplos citados.

Patriota ainda confirmou o interesse do Brasil em cooperar com o Equador na criação da Universidade da Amazônia, um projeto acadêmico voltado para a proteção do meio ambiente, promovido pelo governo de Rafael Correa. 

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