Quem vai lucrar com a ascensão da Índia urbana

Urbanização em massa e crescimento econômico vão criar uma nova massa disposta a gastar em coisas como comida embalada e higiene pessoal

São Paulo - A Índia é a bola da vez.

Sseu crescimento já supera o da China e as apostas são de que ela escale várias posições no ranking das maiores economias globais.

A Índia tem a maior população rural e o maior setor informal entre as grandes economias  assim como ocorreu na China, deve ser cada vez mais impulsionada pela urbanização.

A perspectiva é que a nova "massa urbana" aumente sua renda agregada dos US$ 366 bilhões atuais para US$ 799 bilhões em 2020.

A projeção da consultoria Euromonitor é que o número de domicílios de classe média na Índia passe dos atuais 74 milhões para 90 milhões em 2030.

Recentemente, um relatório do banco americano Goldman Sachs investigou quem vai sair ganhando com esse processo.

Comidas embaladas e higiene pessoal, por exemplo, devem virar destaque na medida que as pessoas passam a gastar no que vai além das suas necessidades mais básicas.

A previsão é que o agregado de lucros no setor de comidas embaladas pule dos US$ 3,9 bilhões atuais para US$ 6,8 bilhões já em 2019, e que biscoitos passem de uma penetração nacional de 70% para 90%.

Empresas já estabelecidas precisam ficar de olho para não serem surpreendidas por novos atores do mercado, o que o banco tem visto acontecer com a chegada de "produtos naturais", por exemplo.

Outros setores que devem crescer rapidamente são o de acessórios, vestuário, restaurantes e lazer. O Brasil também tem a ganhar: 

“Praticamente toda a renda incremental obtida pelos indianos deve ir para ingerir mais calorias (o que significa demanda por nossos alimentos) ou criar mais infraestrutura (demanda por nosso minério de ferro)”, disse Marcos Troyjo, co-diretor do BRICLab da Universidade de Columbia em Nova York, no ano passado.

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