Previdência sofreu com a pandemia no Brasil, mas dá sinais de recuperação

Nesta segunda-feira, 16, começa o Congresso Brasileiro de Previdência Privada, o principal evento das empresas administradoras desse tipo de investimento

Nesta segunda-feira, 16, começa o Congresso Brasileiro de Previdência Privada, o principal evento das empresas administradoras desse tipo de investimento no país. Por causa do isolamento social, a edição será online pela primeira vez em 41 edições do evento.

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A crise econômica causada pela pandemia atrapalhou os planos dos brasileiros mais previdentes com o futuro, mas o setor demonstra estar recuperando espaço. No auge da crise sanitária, em março, um grupo de 270 planos de previdência privada amargou um rombo atuarial de 74 bilhões de reais.

Ou seja, havia 74 bilhões de reais a menos do que o estabelecido pela legislação para garantir uma aposentadoria confortável a todos os segurados desse rol de companhias deficitárias, caso todos tivessem direito ao benefício naquele momento, de acordo com dados da Abrapp, a associação brasileira de empresas desse setor.

Foi o segundo pior resultado desde 2012, só perdendo para o do fim de 2015, época em que o setor registrou prejuízo de 76 bilhões de reais. No dado mais recente do setor, de setembro, o prejuízo caiu para 38 bilhões de reais, número mais próximo à média pré-pandemia.

Ao mesmo tempo, um outro grupo de 354 planos de previdência manteve o lucro atuarial durante a pandemia. De março para cá, o superávit nesse grupo aumentou 17% - hoje está em 18 bilhões de reais.

Na visão de lideranças do setor, é sinal de que o pior da crise no setor já passou – e os brasileiros voltaram a economizar recursos para a velhice. “Estamos falando de um sistema maduro, de 50 anos, que já passou e superou outras tantas crises", diz Luís Ricardo Martins, presidente da Abrapp. "Estamos conseguindo amortecer os impactos da crise.”

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Enquanto isso, o INSS, responsável pela previdência a que todos os brasileiros com carteira assinada têm direito, comemora os primeiros efeitos da reforma da Previdência, que entrou em vigor em 13 de novembro do ano passado e endureceu as regras para esse tipo de benefício.

De lá para cá, nas contas do Ministério da Economia, a previdência do INSS gastou 8 bilhões de reais a menos do que o projetado caso nenhuma reforma tivesse sido feita no sistema. É uma economia bem superior à estimada pelo governo: a projeção inicial dos técnicos do INSS era de uma economia de 3,5 bilhões de reais em 2020.

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