Preços dos medicamentos para hospitais caíram 2,05% em agosto, mostra IPM-H

A variação mensal do índice foi inferior aos resultados mensais do IPCA, que registrou variação negativa de 0,36%, e do IGP-M, com queda de 0,70%
No período de 12 meses encerrados em agosto, o IPM-H registra uma queda de 0,46% (Okskaz/Getty Images)
No período de 12 meses encerrados em agosto, o IPM-H registra uma queda de 0,46% (Okskaz/Getty Images)
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Estadão ConteúdoPublicado em 14/09/2022 às 16:18.

Os preços dos medicamentos vendidos aos hospitais no Brasil registraram queda de 2,05% em agosto comparativamente a julho, segundo o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Bionexo — healthtech líder em soluções digitais para gestão em saúde.

A variação mensal do índice foi inferior aos resultados mensais do IPCA, que registrou variação negativa de 0,36%, e do IGP-M, com queda de 0,70%, na mesma base de comparação. Já a taxa média de câmbio apresentou recuo mais expressivo que o do índice de preço dos medicamentos para hospitais; um recuo de 4,19% na passagem de julho para agosto.

"A queda recente dos preços de medicamentos, refletida no IPM-H, encontra paralelo com o comportamento dos principais índices de preço, como IPCA e IGP-M, que têm registrado desaceleração e/ou deflação nos preços da economia brasileira. Essa dinâmica pode ser explicada, ao menos em parte, pela redução dos preços dos combustíveis, que impactam os custos logísticos desses produtos em todas as etapas da cadeia de valor, desde os insumos até a distribuição para os consumidores finais", analisa Bruno Oliva, economista da Fipe.

Em agosto, apenas dois grupos terapêuticos que compõem o cálculo mensal do IPM-H registraram elevação nos preços dos medicamentos: preparados hormonais, 0,75%, e sangue e órgãos hematopoiéticos, com elevação de 0,29%.

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Entre os demais grupos, as variações as quedas mais expressivas foram: aparelho respiratório (10,71%); aparelho digestivo e metabolismo (9,61%); aparelho geniturinário (5,93%); imunoterápicos, vacinas e antialérgicos (3,86%); sistema nervoso (2,53%); anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (2,49%); sistema musculoesquelético (2,45%); agentes antineoplásicos (0 28%); órgãos sensitivos (0,17%); e aparelho cardiovascular (0 06%).

No acumulado de 2022, considerando os resultados até agosto, o IPM-H apresenta uma alta de 3,28%, resultado inferior à inflação ao consumidor acumulada pelo IPCA, de 4,39%, bem como ao comportamento dos preços medido pelo IGP-M, 7,63%.

Segundo a Fipe e a Bionexo, os resultados recentes do índice respaldam o padrão sazonal observado na série histórica do IPM-H caracterizado por resultados positivos no primeiro semestre provocados, em boa medida, pela a ocorrência dos reajustes anuais da CMED e seguida por acomodação e recuo nos preços dos medicamentos, principalmente no início do segundo semestre.

No período de 12 meses encerrados em agosto, o IPM-H registra uma queda de 0,46%, divergindo do comportamento dos demais índices de preço da economia doméstica nesse período como o IPCA e o IGP-M, que acumulam altas de 8,73% e 8,59%, respectivamente.

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