Precisamos nos defender da queda do dólar, diz Dilma

Segundo Dilma, a política monetária altamente acomodatícia do Fed inundou os mercados emergentes, como o Brasil, com dólares, provocando desequilíbrios econômicos globais nocivos

Cartagena - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse neste sábado, na Colômbia, que os países da América Latina precisam adotar medidas para se defenderem contra o enfraquecimento do dólar. Segundo Dilma, a política monetária altamente acomodatícia do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que age independentemente dos governos, mas está sujeito à supervisão do Congresso, inundou os mercados emergentes, como o Brasil, com dólares, provocando desequilíbrios econômicos globais nocivos.

Ela destacou também a necessidade dessas nações buscarem parcerias na região sem protecionismo, afirmando que crise econômica criou desafios para as economias latino-americanas. As declarações foram feitas no encerramento de um fórum empresarial antes da abertura da Sexta Cúpula das Américas, em Cartagena.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também disse, no mesmo fórum, que está preocupado com a desvalorização da moeda norte-americana, alertando que a política monetária expansiva na maior parte do mundo desenvolvido, na qual os EUA e outros países imprimem essencialmente dinheiro em excesso para pagarem as contas, está "exportando a crise (econômica) para nós".

Santos afirmou que, apesar dos problemas causados pela queda do dólar, a Colômbia centrará foco no estímulo a suas exportações e no aumento do comércio com o restante da América Latina e os EUA. Um acordo de livre comércio entre os EUA e a Colômbia deverá entrar em vigor ainda neste ano.

O Brasil e a Colômbia adotaram medidas extraordinárias nos últimos anos para tentar evitar que suas moedas se valorizem muito ante o dólar em mercado cambiais de flutuação livre. A valorização da moeda local torna as exportações dos países muito mais caras nos mercados estrangeiros, ficando muitas vezes difícil para os exportadores venderem seus produtos.

No caso da Colômbia, o banco central comprou US$ 20 milhões por dia no mercado cambial durante grande parte dos dois últimos anos a fim de reduzir o excesso de dólares no país. O governo colombiano também instruiu sua companhia estatal de petróleo Ecopetrol a adiar neste ano a repatriação de mais de US$ 1 bilhão em lucros obtidos no exterior com a venda de petróleo bruto.

Tais medidas, no entanto, não têm sido suficientes. O dólar fechou em 1.776,20 pesos colombianos na sexta-feira, levando a moeda colombiana a acumular alta de 9% até agora no ano - uma das valorizações mais rápidas ante a divisa norte-americana no mundo. As informações são da Dow Jones.

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