Política monetária não deve reagir a efeitos do câmbio, diz Ilan

Para o presidente do Banco Central, as reformas na economia também devem continuar em rumo apesar do cenário político

Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta sexta-feira a importância do país continuar no caminho das reformas na economia apesar do cenário de maior incerteza política e que política monetária não deve reagir à volatilidade do mercado de câmbio.

"A política econômica doméstica mudou de direção há um ano e as reformas implementadas neste curto período mostraram resultados positivos, por isso a importância de se continuar no caminho correto, a despeito do aumento da incerteza política", disse ele durante evento em São Paulo em apontamentos divulgados no site do BC.

Nesta sexta-feira, o dólar caía quase 3 por cento frente ao real, após ter marcado na véspera a maior alta diária desde o início de 1999, por conta de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer em delações de executivo da JBS.

Ilan afirmou que num ambiente de expectativas de inflação ancoradas, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve buscar identificar efeitos primários de choques em preços relativos, aos quais a política monetária não deve reagir.

"Isso se aplica tanto ao choque de oferta favorável nos preços de alimentos, ocorrido nesse início deste ano, quanto a efeitos advindos do mercado de câmbio", afirmou.

O presidente do BC reiterou que a autoridade monetária tem atuado em coordenação com o Ministério da Fazenda para dar liquidez aos mercados e que possui várias instrumentos à disposição para tanto.

Repetindo comunicação feita na véspera, também disse que a atuação tem como objetivo a manutenção da "plena funcionalidade dos mercados" e que será feita de forma "firme e serena".

Ilan também reiterou que "não há relação direta e mecânica dessa atuação e monitoramento com a política monetária, que continuará a ser definida pelo Copom, em suas reuniões ordinárias, com foco nos seus objetivos tradicionais".

No fim do mês, o BC se reúne para sua próxima decisão sobre a Selic, atualmente em 11,25 por cento ao ano. Nesta sexta-feira, a curva a termo de juros indicava cerca de 70 por cento de chances de a Selic ser reduzida em 0,75 ponto percentual. Até a crise política, as apostas majoritárias indicavam redução de 1,25 ponto.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 1,90

Nos três primeiros meses,
após este período: R$ 15,90

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.