Economia
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PIB da China cresce 3% em 2022, pior resultado em quase 50 anos

A expansão também ficou abaixo da meta de 5,5% do governo chinês

 (Bloomberg/Bloomberg)

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Da redação, com agências

17 de janeiro de 2023, 12h54

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 2,9% no quatro trimestre de 2022 ante igual período de 2021, informou nesta terça-feira, 17, o Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês). A economia chinesa registrou expansão de 3% no acumulado de 2022, ano de menor crescimento da economia chinesa desde 1976. Em 2021, o PIB chinês havia avançado 8,1%. 

A expansão também ficou abaixo da meta de 5,5% do governo chinês. Mas o mercado esperava por uma economia ainda mais fraca na China, afetada pela política de tolerância zero contra a covid-19.

O resultado do quarto trimestre foi inferior ao do período anterior, que registrou crescimento de 3,9%. Ainda assim, o número superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam expansão de 1,7%. Em relação ao PIB do terceiro trimestre, o crescimento no último período de 2022 foi nulo.

Os números também saíram melhores que o esperado para a taxa de desemprego, que caiu de 5,7% para 5,5%, e para as vendas do varejo, que encerraram dezembro com uma contração anual de 1,9% ante o consenso de queda de 8,6%.

Produção industrial da China

A produção industrial da China cresceu 1,3% em dezembro de 2022, ante igual mês de 2021. O resultado representa uma desaceleração em relação a novembro, quando houve expansão de 2,2%, mas superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam crescimento de 0,8%.

Já as vendas no varejo chinês recuaram 1,8% em dezembro, na comparação anual. Em novembro, a queda foi de 5,9%, também na comparação com o mesmo mês de 2021. O resultado de dezembro superou a expectativa dos analistas, que esperavam declínio de 7% nas vendas.

Ainda de acordo com o NBS, os investimentos em ativo fixo subiram 5,1% no acumulado do ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2021. Os economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 5,0%