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PIB da Alemanha despenca e registra contração recorde no 2º trimestre

As perdas econômicas representam a queda mais forte desde que a Alemanha iniciou os cálculos do PIB trimestral em 1970

A economia da Alemanha contraiu um recorde de 9,7% no segundo trimestre sobre os três meses anteriores uma vez que os gastos dos consumidores, os investimentos das empresas e as exportações entraram em colapso no ápice da pandemia de covid-19, informou a agência de estatísticas nesta terça-feira.

As perdas econômicas foram muito mais fortes do que durante a crise financeira há mais de uma década, e representam a queda mais forte desde que a Alemanha iniciou os cálculos do PIB trimestral em 1970, disse a agência.

Ainda assim, a leitura marca uma leve revisão para cima ante a estimativa anterior para o período de abril a junho, de recuo de 10,1% que a agência havia publicado no mês passado.

Os gastos dos consumidores encolheram 10,9% no trimestre, os investimentos de capital recuaram 19,6% e as exportações caíram 20,3%, em dados ajustados sazonalmente.

A atividade de construção, normalmente um motor consistente de crescimento para a economia alemã, caiu 4,2% no trimestre.

"O segundo trimestre foi um completo desastre", disse o economista do VP Bank Thomas Gitzel. "Independentemente de investimentos, consumo privado, exportações ou mesmo importações --tudo estava em queda livre."

O único ponto positivo foi o gasto estatal, que subiu 1,5% no trimestre devido aos programas de resgate do governo pelo coronavírus, disse a agência.

O emprego caiu 1,3% no ano para 44,7 milhões em um sinal de que os esforços do governo para proteger o mercado de trabalho do choque do coronavírus com programas de jornada reduzida estão compensando.

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