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PIB brasileiro deve cair 0,5% em 2020 por causa do coronavírus, diz BofA

Antes do agravamento da crise em todo o mundo, o banco previa que a atividade econômica cresceria 1,5%

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Construção civil: uma das áreas importantes para retomada do crescimento que pode chegar a 2,5% em 2021, segundo o BofA (Rogério Montenegro/Divulgação)

Construção civil: uma das áreas importantes para retomada do crescimento que pode chegar a 2,5% em 2021, segundo o BofA (Rogério Montenegro/Divulgação)

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Natália Flach

Publicado em 19 de março de 2020 às, 13h02.

A pandemia de coronavírus terá um efeito nefasto para a economia brasileira. De acordo com relatório do Bank of America (BofA), o produto interno bruto (PIB) do país deve recuar 0,5% em 2020. Antes do agravamento da crise em todo o mundo, o banco previa que a atividade econômica cresceria 1,5%. A projeção para o ano que vem, no entanto, permanece no campo positivo. A expectativa é de crescimento de 2,5%.

"O crescimento negativo do PIB é reflexo de um menor consumo privado e cortes em investimentos. Ainda não está claro quando as coisas começarão a se normalizar. Neste ponto, vemos riscos de que voltemos revisar para baixo nossas projeções para Brasil", escreve a equipe de análise da América Latina em relatório enviado hoje a clientes.

Projeções para a América Latina

20192020 (antes)2020 (revisado)2021
América Latina0,50,8-1,62,6
Argentina-2,2-1,7-32,5
Brasil1,11,5-0,52,5
Chile1,10,8-0,72
Colômbia3,32,71,63,2
Costa Rica21,50,82
Rep, Dominicana5,14,135
Equador-0,5-1-21
El Salvador2,31,70,91,5
México-0,1-0,1-4,52,5
Panamá3,52,51,53,8
Peru2,220,53,1
Uruguai0,51,202,5
Venezuela-30-17-20-5

Fonte: BofA Global Research

Com esse cenário, o BofA prevê que o Banco Central reduzirá os juros do país para 3,5% ao ano - hoje está em 3,75% ao ano. "Também esperamos continuidade nas intervenções no mercado de câmbio, dada a alta volatilidade e a baixa liquidez que prevalece. Somente este mês, o BC vendeu 6,9 bilhões de dólares no mercado local, 7,2 bilhões de dólares em swaps e 2 bilhões de dólares uma linha vinculada à recompra", acrescenta.

A América Latina, assim como o Brasil, depende muito da economia da China e dos preços das commodities, mas, à medida que os governos começam a implementar medidas preventivas para conter a propagação do vírus, os efeitos tendem a ser de uma paralisação parcial na região. Por isso, a previsão para a América Latina é de uma queda de 1,6% na atividade econômica.

"Embora esperemos intervenção no mercado de câmbio, não vemos os bancos centrais da região aumentarem as taxas de juros para estabilizar suas moedas, como costumava ser a regra no passado. A falta de pressões inflacionárias e as taxas de juros globais super baixas permitem que as metas de inflação diminuam e deixem a moeda amortecer o choque", afirmam

Projeções para regiões no mundo

Mundo2,20,32,6
Estados Unidos1,2-0,81,5
Área do Euro0-1,70,6
China4,61,55,3
Países desenvolvidos0,4-1,31,7
Países emergentes3,31,44,1
América Latina0,9-1,61,8

Fonte: BofA Global Research

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