Novo primeiro-ministro da Jordânia vai retirar lei que gerou protestos

O primeiro-ministro anunciou que retirará projeto de lei do imposto da renda, que gerou uma onda de protestos que levaram à renúncia do seu antecessor
A polêmica lei que vai ser retirada faz parte das reformas impulsionadas pelo FMI desde 2016 (Reuters/Ammar Awad)
A polêmica lei que vai ser retirada faz parte das reformas impulsionadas pelo FMI desde 2016 (Reuters/Ammar Awad)
Por EFEPublicado em 07/06/2018 10:09 | Última atualização em 07/06/2018 10:09Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Amã - O primeiro-ministro designado da Jordânia, Omar al Razaz, anunciou nesta quinta-feira que seu Governo retirará o polêmico projeto de lei do imposto da renda, que gerou uma onda de protestos que levaram à renúncia do seu antecessor.

"Depois de consultar os presidentes de ambas as câmaras do Parlamento e de acordo com eles, o Governo retirará a lei após a posse", segundo declarações de Razaz aos jornalistas.

Razaz tomou a iniciativa depois de reuniões com o líder da Câmara Alta, Faiçal al Fayez, e da Câmara Baixa, Atef Tarawneh, como parte das consultas que realiza para formar Governo.

Está previsto que Razaz tome posse do cargo no próximo domingo, quando apresentará seu gabinete ao rei Abdullah II, com o que substituirá Hani al Mulki.

Os jordanianos fizeram manifestações nos últimos sete dias contra esse projeto de lei, impulsionado a pedido do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que pretende aumentar a arrecadação de impostos ampliando o número de contribuintes.

Os protestos, encorajados por um grupo de 33 sindicatos e associações profissionais, não pararam apesar da renúncia de Mulki, na segunda-feira passada.

Nesta noite, centenas de pessoas se reuniram em frente ao escritório do primeiro-ministro, no bairro de Jabal Aman, protestando contra o controverso projeto de lei e também, exigindo reformas políticas, incluindo a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento.

A polêmica lei que vai ser retirada faz parte das reformas impulsionadas desde 2016 pelo FMI para reduzir o déficit estatal do país.

A norma pretendia aumentar o número de contribuintes em 6%, baixando o limite de renda exigido para pagar imposto.

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