Novas medidas de austeridade na Grécia aumentarão a recessão

Segundo estudo, se o governo grego seguir a redução de gastos públicos prevista para 2013 e 2014, a recessão vai continuar nos dois próximos anos

Atenas - As novas medidas de economia orçamentária que devem ser adotadas na Grécia por exigência de seus credores (UE, FMI, BCE) agravarão a recessão, indicou nesta terça-feira um estudo do centro de planejamento econômico Kepe.

"Em caso de redução de 11,6 bilhões de euros de gastos públicos para 2013 e 2014, a recessão vai continuar em 2013 (-2,5% do PIB) e em 2014 (-1,55%)", segundo estudo do Kepe, subordinado ao ministério do Desenvolvimento.

O plano de recuperação da economia do país, ditado por seus credores e adotado pelo parlamento grego em fevereiro em troca de um segundo empréstimo de 130 bilhões de euros, prevê, no entanto, um retorno ao crescimento em 2014.

A Grécia atravessa seu quinto ano de recessão depois de um rigoroso plano de austeridade adotado desde 2010 em troca desses empréstimos internacionais. A queda do PIB grego será de -7% em 2012 (contra -4,5% previsto no plano de recuperação econômica).

O estudo enfatiza, além disso, que "devido às condições desfavoráveis da economia em 2012 e da persistente recessão em 2013, o objetivo de reduzir a dívida a 120% do PIB até 2020 depende de uma série de hipóteses".

Entre elas, figura o escalonamento das medidas de economia de 11,6 bilhões de euros em quatro anos (2013-2016) ao invés de dois anos, como exige atualmente o grupo de credores.

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