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Não há impacto em operações portuárias por coronavírus, diz Economia

Técnico do ministério pontuou que as vendas de insumos industriais ainda podem ser afetadas, e a exportação de alimentos deve sofrer um impacto menor

Porto de Santos: o ministério afirmou que está monitorando o impacto do novo vírus em operações portuárias no Brasil (Marcelino Inacio / EyeEm/Getty Images)

Porto de Santos: o ministério afirmou que está monitorando o impacto do novo vírus em operações portuárias no Brasil (Marcelino Inacio / EyeEm/Getty Images)

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Reuters

3 de fevereiro de 2020, 16h40

Brasília — Até agora não há relato de impacto em operações portuárias no Brasil por causa do coronavírus, afirmou nesta segunda-feira o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

"Estamos monitorando. Na medida em que houver algum efeito sobre economia chinesa, assim como todos os países do mundo o Brasil também pode ser afetado", disse ele, em coletiva de imprensa.

Nesse contexto, Brandão pontuou que a exportação de alimentos seria menos afetada, aos passo que as vendas de insumos industriais poderiam ser impactadas.

Europa

Na Europa, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, alertou contra uma resposta apressada ao surto de coronavírus, mesmo que já tenha tido um impacto "enorme" nos mercados globais.

"Acho que temos que ser muito prudentes. Estamos na primeira fase desse surto e sabemos muito pouco sobre as características do vírus até agora", disse Guindos à emissora grega ERT em entrevista na televisão.

"O surto do coronavírus é um elemento importante que tem tido um enorme impacto nos mercados de ações e nos preços das commodities", disse de Guindos. "Os mercados não gostam de incertezas."