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Municípios calculam perdas de R$ 6,7 bilhões em 2022 com novo corte do IPI

Os recursos arrecadados com a cobrança do IPI são divididos com Estados e municípios e por isso os cortes causaram críticas de governadores e prefeitos
IPI: A instituição calcula perdas de R$ 27,3 bilhões para a arrecadação federal em 2022, com impacto de R$ 6,76 bilhões só para os municípios (Getty Images/Getty Images)
IPI: A instituição calcula perdas de R$ 27,3 bilhões para a arrecadação federal em 2022, com impacto de R$ 6,76 bilhões só para os municípios (Getty Images/Getty Images)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 30/04/2022 10:27 | Última atualização em 30/04/2022 10:27Tempo de Leitura: 1 min de leitura

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou uma nota para "lamentar" o novo corte no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), decretado pelo presidente da República Jair Bolsonaro. A instituição calcula perdas de R$ 27,3 bilhões para a arrecadação federal em 2022, com impacto de R$ 6,76 bilhões só para os municípios.

Os recursos arrecadados com a cobrança do IPI são divididos com Estados e municípios e por isso os cortes causaram críticas de governadores e prefeitos.

O governo havia reduzido o imposto em 25% e agora ampliou o corte para 35%.

Prefeituras de pequenos municípios, mais dependentes dos repasses, pressionam pela derrubada do corte, mas ainda não há nenhuma movimentação nesse sentido.

O rombo chegaria a R$ 21,79 bilhões para as prefeituras até 2024.

Os municípios criticam o governo por cortar um imposto cuja receita é compartilhada com governos regionais e, ao mesmo tempo aumentar a contribuição social dos bancos, arrecadação que fica apenas com o governo federal.

"Os recursos farão muita falta aos cofres municipais e reforçam o desequilíbrio existente no Pacto Federativo brasileiro", diz a nota da CNM.

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