Ministro italiano pede “diálogo construtivo” com UE sobre orçamento

Após triplicar a meta de déficit em 2,4%, a governo italiano, que está altamente endividado, sofreu diversas críticas da Comissão Europeia

Roma - A Itália fará o que for necessário para restaurar a calma se a turbulência do mercado se transformar em uma crise financeira, disse o ministro da Economia, Giovanni Tria, nesta terça-feira, pedindo mais debate sobre os planos orçamentários do governo.

A coalizão estabeleceu na semana passada uma meta de déficit de 2,4 por cento da produção econômica para 2019, triplicando a meta anterior para o país altamente endividado, irritando os investidores e provocando fortes críticas da Comissão Europeia.

Dirigindo-se a uma comissão parlamentar, Tria disse que os temores sobre o plano orçamentário do próximo ano são injustificados. No entanto, ele disse que o governo agirá se o spread entre os rendimento dos títulos de 10 anos de referência do governo e os Bunds alemães equivalentes aumentar.

"Diante de uma crise financeira, o governo fará o que deve fazer, como o (presidente do Banco Central Europeu, Mario) Draghi fez", acrescentou Tria, referindo-se a uma promessa feita pelo presidente do BCE em 2012 de fazer o que for preciso para salvar o euro.

As declarações dele falharam em acalmar o mercado, com os rendimentos do título de 10 anos atingindo a máxima de quatro anos e meio, levando o prêmio que os investidores exigem para manter os títulos no lugar do papel alemão para cerca de 3,12 pontos percentuais, maior nível em cinco anos.

A Comissão Europeia alertou na semana passada que os planos de déficit da Itália representam "um significativo desvio da trajetória fiscal recomendada pelo Conselho".

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