Economia
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Meta é incluir informais no mercado formal no pós-pandemia, diz secretário

Mapeamento feito desse público em razão da concessão do auxílio possibilita ao governo estudar políticas para trazer os informais ao mercado formal

Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho: "Nossa meta é incluir essas pessoas no mercado formal, para que eles possam se sustentar prioritariamente por meio de seu trabalho" (Júlio Nascimento/PR / Planalto/Divulgação)

Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho: "Nossa meta é incluir essas pessoas no mercado formal, para que eles possam se sustentar prioritariamente por meio de seu trabalho" (Júlio Nascimento/PR / Planalto/Divulgação)

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Estadão Conteúdo

4 de junho de 2020, 15h14

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo federal estuda como incluir no mercado formal a população de trabalhadores informais que precisou recorrer ao governo federal para receber o auxílio emergencial de R$ 600, pago também a autônomos, microempreendedores e desempregados que ficaram sem renda durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o secretário, esse é um debate já feito pelos ministérios, considerando o cenário do pós-pandemia.

Bianco, que participou de webinário promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), se reservou a falar do tema em linhas gerais, sem detalhamentos.

Ele explicou, por sua vez, que o mapeamento feito desse público em razão da concessão do auxílio possibilita ao Executivo estudar políticas para trazer os informais ao mercado formal.

"Nossa meta é incluir essas pessoas no mercado formal, para que eles possam se sustentar prioritariamente por meio de seu trabalho. Com a premissa básica de que, caso eles não consigam, o Estado vai continuar ali para protegê-los", disse Bianco.

Também presente no seminário, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, afirmou que o governo se debruça sobre a questão no momento. "Estamos trabalhando juntos agora, para que a gente consiga ao final da pandemia fazer essa conexão entre rede de proteção e a conexão com o emprego", disse.

Para ele, se essa conexão não for possível, o Brasil será colocado numa "situação de fragilidade econômica de longo prazo".